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O Metrô BH iniciou nesta segunda-feira (21) uma nova etapa das obras de implantação da Linha 2, que vai ligar a região da Nova Suíça ao Barreiro, em Belo Horizonte. Nesta fase, começaram as intervenções para a construção das futuras estações Nova Cintra, Vista Alegre e Nova Gameleira.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na futura estação Nova Cintra. Além das estruturas das três estações, os trabalhos incluem preparação do terreno, terraplanagem, contenções e fundações.
Segundo o diretor-geral do Metrô BH, Júlio Freitas, a nova etapa envolve cerca de 1 mil toneladas de trilhos, 14 mil dormentes e aproximadamente 14 mil toneladas de brita para a construção da via. As três estações também terão cerca de 10 mil metros quadrados de edificações.
“É uma obra de bastante volume e temos muitas interferências locais que precisamos gerenciar. Estamos com o cronograma de entrega desse trecho até o final do ano que vem, seguindo o caminho de entregar o Barreiro e operar até meados de 2028”, afirmou.
Linha 2 terá sete estações
A Linha 2 terá aproximadamente 10,5 quilômetros de extensão e contará com sete estações. A primeira fase já foi concluída, com a entrega das estações Nova Suíça e Amazonas.
Agora, a segunda etapa contempla Nova Cintra, Vista Alegre e Nova Gameleira. A terceira e última fase será formada pelas estações Ferrugem e Barreiro.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais, Pedro Bruno Barros de Souza, o cronograma segue dentro do previsto e algumas etapas foram antecipadas.
“A Linha 2 prevê sete estações. A primeira fase foi concluída com a inauguração das estações Nova Suíça e Amazonas e, agora, iniciamos a segunda fase, que envolve as estações Nova Cintra, Vista Alegre e Nova Gameleira. A terceira fase será concluída com as estações Ferrugem e Barreiro”, disse.
A previsão é que as obras das três estações desta etapa sejam concluídas até o fim de 2027. Já a operação completa da Linha 2, incluindo o trecho até o Barreiro, está prevista para o primeiro semestre de 2028.
A estação Ferrugem deve começar a ser construída entre janeiro e fevereiro de 2027. No Barreiro, ainda são realizados ajustes em áreas relacionadas à MRS, etapa necessária para a implantação da estação.
Como serão as obras
Nesta fase inicial, as equipes trabalham na preparação das áreas onde serão construídas as novas estruturas. O trabalho inclui limpeza dos terrenos, remoção de materiais vegetais e intervenções necessárias para a implantação das estações.
Segundo o superintendente de Implantação Civil do Metrô BH, Wagner Porfirio, depois da preparação do terreno começam os trabalhos de fundação.
“Depois, entram os equipamentos de fundação, que são a primeira fase de qualquer construção. Fazemos toda a fundação, a escavação para os baldrames e, depois, começa a estrutura, que nesse caso será pré-moldada”, explicou.
As intervenções também envolvem a retirada e reorganização de trechos da linha de carga, além de adequações para a implantação dos trilhos e dos acessos às estações.
Metrô deve transportar até 170 mil passageiros por dia
Com a conclusão da Linha 2, a rede metroviária de Belo Horizonte e região deverá chegar a aproximadamente 41 quilômetros de extensão.
A expectativa do Metrô BH é que a nova linha transporte entre 150 mil e 170 mil passageiros por dia. A estimativa representa um acréscimo de cerca de 50 mil usuários em relação à demanda atual do sistema.
O investimento total previsto para a concessão do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte é de R$ 3,7 bilhões, com recursos públicos e privados. O montante inclui a construção da Linha 2 e intervenções de modernização da Linha 1.
Novos trens e melhorias na Linha 1
A expansão do sistema ocorre paralelamente à renovação da frota. Ao todo, estão previstas 24 novas composições, das quais seis já estão em operação.
A previsão é que 14 novos trens estejam circulando até o fim de 2026. Segundo Júlio Freitas, a expectativa é que, a partir de março de 2027, não haja mais composições sem ar-condicionado em operação.
Com a expansão, a estimativa é que 34 trens passem a circular pelas Linhas 1 e 2. Também estão previstas intervenções nas estações da Linha 1. Segundo Pedro Bruno, metade dos elevadores e das escadas rolantes deverá ser substituída ou reformada, conforme a necessidade de cada equipamento.
A renovação deve priorizar estruturas com maior fluxo de passageiros e equipamentos que apresentam mais problemas. A previsão é que 50% desses equipamentos sejam renovados até 2028.
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