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Uma fisioterapeuta de 30 anos foi presa preventivamente nesta terça-feira (22), suspeita de jogar água fervendo contra uma mulher de 22 anos no bairro São Francisco, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado.
O ataque ocorreu em maio. De acordo com a investigação, a suspeita teria descoberto que a jovem mantinha um relacionamento com o ex-companheiro dela, de 34 anos. A polícia apura se o crime foi motivado por ciúmes.
Ainda conforme a PCMG, a fisioterapeuta teria entrado na residência do ex-companheiro e lançado água fervente contra a vítima.
A jovem sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus no rosto, peito e ombros, além de outros ferimentos pelo corpo.
Inicialmente, a investigada permaneceu em liberdade. Entre os aspectos considerados pela Justiça estavam os antecedentes criminais e o fato de ela ter um filho.
Polícia apura novas ameaças
O caso teve novos desdobramentos após a vítima procurar novamente as autoridades. Segundo a investigação, a fisioterapeuta teria retomado as ameaças e passado a frequentar a mesma academia da jovem.
A polícia afirma ainda que a investigada teria dito que “terminaria o serviço”.
Segundo relato de um responsável pela investigação, a vítima procurou a polícia diversas vezes em um intervalo de aproximadamente duas semanas.
“Essa vítima assustada procura a polícia, não uma, não duas, não três, mas quatro, cinco, seis vezes no intervalo de duas semanas. Em razão disso, a gente fez um aprofundamento das investigações e solicitou um novo pedido de prisão, e esse novo pedido de prisão é deferido”, afirmou.
Diante dos novos elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da investigada. O pedido foi autorizado pela Justiça e o mandado cumprido nesta terça-feira.
A fisioterapeuta foi encaminhada ao Presídio Feminino José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A investigação classificou o caso como tentativa de homicídio qualificado. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanha o processo.
As suspeitas ainda estão sujeitas à apuração e ao processo judicial, e eventual responsabilidade criminal será definida pela Justiça.
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