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O réu Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, foi condenado nesta quarta-feira (30) a 65 anos e oito meses de prisão pela morte da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. O julgamento foi realizado em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o Conselho de Sentença considerou o réu culpado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
A sessão foi presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba. O júri popular foi formado por seis mulheres e um homem. Nove testemunhas compareceram ao plenário, mas três foram dispensadas.
A sentença foi lida por volta das 19h10. Além da pena de prisão, com início do cumprimento em regime fechado, Ítalo foi condenado ao pagamento de R$ 100 mil à família de Vanessa por danos morais.
Conforme o TJMG, ele não terá o direito de recorrer da condenação em liberdade.
Vanessa desapareceu após deixar o trabalho
O crime ocorreu em fevereiro deste ano. Vanessa cursava o último ano de psicologia e trabalhava no Sistema Nacional de Emprego (Sine), no Centro de Juatuba.
Em 9 de fevereiro, a jovem desapareceu após deixar o trabalho. Ela retornaria para Pará de Minas, onde morava.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Vanessa foi vítima de violência sexual e morta por estrangulamento com cabos de um notebook. Para a acusação, o homicídio teve como objetivo ocultar o crime sexual.
Ainda segundo o Ministério Público, depois do assassinato o corpo da universitária foi colocado dentro de uma mala e levado até uma manilha de drenagem. O local teria sido coberto com vegetação para dificultar a localização.
O corpo de Vanessa foi encontrado no dia seguinte, 10 de fevereiro, às margens da BR-262, em Juatuba.
Réu estava em prisão domiciliar
Na época do crime, Ítalo cumpria pena em prisão domiciliar. Segundo informações do TJMG, ele acumulava condenações anteriores por quatro roubos, três estupros, atentado violento ao pudor, furto e resistência, com pena que totalizava 38 anos, dez meses e 29 dias.
Ele já havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias de detenção e estava em prisão domiciliar desde 20 de dezembro de 2025.
Conforme o TJMG, uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o absolveu de uma acusação de tráfico de drogas, o que teve reflexos na progressão de regime e no cumprimento da pena em prisão domiciliar.
Ítalo foi preso novamente em 12 de fevereiro, dois dias depois de o corpo de Vanessa ser localizado. Atualmente, está detido no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.
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