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Um pé de maconha levado para uma ação de campanha na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, foi apreendido pela Polícia Militar nesta quarta-feira (16). A planta estava com o candidato a deputado federal Dário de Moura, conhecido como Dário 4e20 (PSol), que participava de uma atividade para apresentar propostas relacionadas à cannabis.
Segundo o registro da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a planta foi encaminhada para a Célula de Recebimento, Guarda e Destinação de Materiais do Termo Circunstanciado de Ocorrência (CREDS-TC).
Durante a abordagem, foi apresentada aos militares uma decisão da Justiça Federal que autorizava o cultivo de cannabis exclusivamente para fins medicinais. No entanto, conforme o boletim de ocorrência, o documento estava em nome de Daniel Costa Cruz, que também estava na Praça Sete. Naquele momento, a planta estava sob responsabilidade do candidato.
Ainda segundo o registro, a decisão judicial não previa a utilização da planta para exposição pública. Por isso, a ocorrência foi registrada como porte de cannabis para consumo próprio.
A PM informou que não identificou elementos que apontassem para comercialização da substância. Dário foi orientado e liberado no próprio local, sem ser conduzido à delegacia.
Devido ao tamanho da planta, os policiais informaram que não foi possível colocá-la em uma embalagem destinada à guarda de provas. Após a apreensão, o pé de maconha foi colocado no compartimento de transporte da viatura.
Destino da planta
Pela Lei de Drogas, plantações consideradas ilícitas devem ser destruídas pelas autoridades policiais, com preservação de quantidade suficiente para eventual perícia. A legislação prevê ainda que a destruição de drogas seja realizada por incineração, mediante autorização judicial e manifestação do Ministério Público.
No caso da planta apreendida durante o ato na Praça Sete, ainda não havia definição sobre o destino do material. A Polícia Civil de Minas Gerais foi procurada para esclarecer quais seriam os próximos procedimentos.
Candidato defende discussão sobre cannabis
Durante a ação, Dário afirmou que pretendia apresentar ao público propostas relacionadas à legalização e regulamentação da cannabis. Ao ser questionado sobre os riscos do consumo da substância por adolescentes, o candidato disse não defender o uso de maconha ou álcool por jovens.
Segundo ele, o álcool representa um problema maior para o país e a discussão sobre drogas deveria incluir informações sobre os riscos e efeitos das substâncias.
Dário também defende a possibilidade de cultivo doméstico de até seis plantas para produção de medicamentos. Entre as propostas apresentadas por ele estão ainda a oferta de medicamentos à base de cannabis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a ampliação da capacitação de profissionais para acompanhamento de pacientes.
O candidato também citou possíveis impactos econômicos de uma eventual regulamentação da maconha e afirmou que o setor poderia gerar entre 600 mil e 900 mil empregos no Brasil em três anos, sendo pelo menos 30 mil em Minas Gerais. Os números foram apresentados pelo próprio candidato.
Outra proposta mencionada por Dário é o incentivo a pesquisas em universidades sobre o uso do cânhamo na indústria e no meio ambiente.
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