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A ASUR, empresa mexicana do setor aeroportuário, concluiu a compra de 20 aeroportos que pertenciam à Motiva, antiga CCR. Entre eles estão o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e a participação da empresa no bloco privado da BH Airport, responsável pela operação do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana.
A operação foi concluída nesta quinta-feira (3) por R$11,5 bilhões, sendo R$5 bilhões referentes ao patrimônio da Motiva e R$6,5 bilhões em dívidas líquidas.
Com a aquisição, a ASUR passa a administrar o Aeroporto da Pampulha e assume a participação que era da Motiva no bloco privado da BH Airport, em Confins. A participação de 12,75% da Zurich Airport Ltd. na BH Airport também foi negociada com a ASUR, mas a transferência ainda depende de aprovações e outros procedimentos regulatórios.
Segundo a empresa, os aeroportos brasileiros continuarão funcionando normalmente. Não haverá mudanças nas equipes ou na estrutura operacional. Cerca de mil profissionais que já atuavam nos aeroportos permanecem nas atividades e passam a integrar a estrutura da ASUR.
A empresa afirmou que a permanência dos funcionários busca manter o conhecimento técnico e a experiência acumulada nas operações, além de garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, companhias aéreas, fornecedores e demais parceiros.
Entrada no Brasil
Com a operação, a ASUR passa a ter participação em 17 aeroportos brasileiros, distribuídos pelas cinco regiões do país. Além de Pampulha e Confins, a rede inclui terminais em cidades como Curitiba, Foz do Iguaçu, Goiânia, São Luís, Teresina, Londrina, Navegantes e Petrolina.
A aquisição representa a maior expansão internacional da história da empresa, que já possui operações no México, na Colômbia e em Porto Rico, além de participações em aeroportos do Equador, da Costa Rica e de Curaçao.
A ASUR também mantém atividades comerciais e serviços para passageiros em terminais de três grandes aeroportos dos Estados Unidos: Los Angeles, Nova York e Chicago.
“O Brasil ocupa uma posição central na estratégia de crescimento da ASUR. A aquisição amplia nossa presença em um dos mercados aéreos mais relevantes do mundo e combina ativos de alta qualidade, escala operacional e oportunidades de desenvolvimento de longo prazo”, afirmou Adolfo Castro, CEO do Grupo ASUR desde 2011.
José Formoso será o CEO da ASUR Brasil. Ele tem mais de 30 anos de experiência nos setores de infraestrutura, telecomunicações, tecnologia e inovação e já comandou empresas como Embratel e Claro Empresas.
“Nossa primeira prioridade é assegurar uma transição estável, segura e próxima das pessoas. A permanência das equipes preserva o conhecimento de cada aeroporto e garante a continuidade do atendimento a passageiros, companhias aéreas, parceiros e comunidades”, afirmou Formoso.
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