O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi indiciado por feminicídio majorado pela morte da capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito nesta sexta-feira (21) e encaminhou o procedimento à Justiça.
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Michele morreu em 20 de julho de 2026, em uma cobertura no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Eduardo, que era marido da vítima, está preso desde a época do crime e era investigado como principal suspeito.
Causa da morte
Conforme a investigação, Michele morreu em decorrência de politraumatismo contuso provocado por objetos contundentes. Ela foi levada pelo marido ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens já sem vida.
Na ocasião, os médicos identificaram múltiplas lesões no corpo da capitã. A estimativa inicial era de que ela estivesse morta havia entre quatro e seis horas antes de chegar à unidade de saúde.
Além do feminicídio majorado, Eduardo foi indiciado por tráfico de drogas, fraude processual e lesão corporal contra Michele. A acusação de lesão corporal está relacionada a um episódio ocorrido quatro dias antes da morte, em 16 de julho, que também foi incorporado à investigação.
O sargento foi preso em flagrante após levar a esposa ao hospital. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Investigação
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito foi instaurado para apurar a autoria, a materialidade, a motivação, a dinâmica e as circunstâncias da morte da capitã.
Com a conclusão das investigações, o procedimento foi enviado ao Poder Judiciário. A corporação, no entanto, não divulgou outros detalhes porque o processo tramita sob sigilo determinado pela Justiça.
Agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas e os indiciamentos apresentados pela Polícia Civil.
O indiciamento não significa condenação. Eventual denúncia e a responsabilização criminal de Eduardo ainda serão analisadas nas etapas seguintes do processo judicial.

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