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A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Douglas de Azevedo Carvalho, conhecido como “Mancha”, apontado pelas autoridades como um dos maiores traficantes de drogas de Minas Gerais e do Brasil. A decisão foi assinada na sexta-feira (31) pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva.
Douglas Mancha participa, nesta segunda-feira (3), de uma audiência de instrução em um dos processos em que é investigado por tráfico de drogas e crimes relacionados. O caso tramita na 4ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte, que também reservou uma nova data para quarta-feira (5), caso seja necessária a continuidade da instrução.
A prorrogação da prisão foi solicitada pela Polícia Civil, que argumentou que as investigações seguem em andamento e que ainda persistem os requisitos legais para manter o investigado preso. O Ministério Público de Minas Gerais também se manifestou favoravelmente ao pedido.
Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a manutenção da prisão é necessária para preservar as investigações e evitar interferências na produção de provas.
Na decisão, o juiz destacou que ainda há testemunhas a serem localizadas e ouvidas, contradições a serem esclarecidas e versões a serem confrontadas. Também ressaltou que o histórico do investigado, que inclui rompimento da tornozeleira eletrônica, fuga para o exterior e uso de identidade falsa, reforça o risco de nova evasão e de prejuízo às diligências.
Quase foi colocado em liberdade
Douglas Mancha quase deixou a prisão há cerca de um mês após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que a prisão preventiva havia ultrapassado o prazo legal sem a reavaliação obrigatória.
Antes que a soltura fosse cumprida, porém, a Justiça de Minas Gerais analisou novamente o caso e decretou uma nova prisão preventiva, mantendo o investigado detido.
Quem é Douglas Mancha?
Segundo a Polícia Civil, Douglas é apontado como fundador da facção Tropa do Douglas (TDD), organização criminosa com atuação no tráfico interestadual e internacional de drogas e que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Natural de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ele iniciou a trajetória criminosa com roubos de carga e, posteriormente, passou a atuar no tráfico de drogas.
Em 2022, investigações apontaram que ele teria coordenado o envio de mais de 300 quilos de cocaína escondidos em uma carga de açaí destinada a Portugal.
Em 2023, foi preso em Mateus Leme, na Grande BH, mas posteriormente conseguiu autorização para cumprir prisão domiciliar. No ano seguinte, durante uma operação da Polícia Civil em Capitólio, investigadores encontraram apenas a tornozeleira eletrônica do suspeito presa a um macaco de pelúcia, indicando que ele havia rompido o monitoramento e fugido.
Após permanecer cerca de um ano foragido, Douglas Mancha foi localizado e preso na Bolívia, de onde foi trazido de volta ao Brasil.
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