Os motoristas de Belo Horizonte poderão gastar até 30% menos tempo no trânsito durante os horários de pico a partir de outubro. A redução é a expectativa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) com a implantação dos chamados “semáforos inteligentes”, anunciada nesta quinta-feira (2). A primeira etapa do projeto prevê a modernização de 500 cruzamentos estratégicos da capital, com início da instalação dos equipamentos em agosto.
A tecnologia será implantada inicialmente em importantes corredores viários, como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro II, Amazonas, além de vias nas regiões do Barreiro e Venda Nova. Até dezembro, a previsão é que 1.500 semáforos sejam modernizados, o equivalente a cerca de 50% de todo o parque semafórico da cidade.
“Há vinte anos o sistema semafórico de Belo Horizonte não tinha um cuidado como está tendo agora. Nós estamos trocando boa parte do parque semafórico, que vai ser trabalhado a partir de agora com inteligência artificial”, afirmou o prefeito Álvaro Damião (União Brasil).
Diferentemente dos semáforos tradicionais, que operam com tempos fixos, o novo sistema utiliza sensores, câmeras e inteligência artificial para monitorar o fluxo de veículos em tempo real. Os equipamentos calculam automaticamente o tempo ideal de cada sinal e se comunicam entre si, permitindo a sincronização dos cruzamentos e a criação da chamada “onda verde”, que reduz as paradas ao longo dos principais corredores.
Segundo o diretor-presidente da Prodabel, Fernando Lopes, o sistema terá um período de aprendizado de aproximadamente três meses. Inicialmente, a expectativa é de redução de cerca de 10% no tempo de deslocamento, podendo alcançar entre 30% e 35% após esse período.
“A IA tem uma curva de aprendizagem de aproximadamente três meses. Depois desse período, estima-se uma redução de 30% a 35% no tempo de deslocamento nos horários de pico”, explicou.
Além de melhorar a fluidez do trânsito, a tecnologia dará prioridade automática ao transporte coletivo e a veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas, além de permitir o gerenciamento remoto dos equipamentos pelo Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH).
Outro benefício apontado pela prefeitura é a redução na emissão de poluentes. Com menos tempo parados nos congestionamentos, os veículos deverão consumir menos combustível, contribuindo para melhorar a qualidade do ar na capital.
Nesta primeira etapa, a modernização ocorrerá nos controladores semafóricos já existentes, sem necessidade de grandes obras. Em seguida, uma nova licitação, prevista para ser publicada nas próximas semanas, permitirá a atualização de outras 630 estruturas e a expansão gradual da tecnologia para todo o sistema semafórico da cidade.
O investimento previsto para a primeira fase do programa é de aproximadamente R$ 10,25 milhões. Segundo a administração municipal, o projeto faz parte das iniciativas Mobilidade Para Todos e Cidade Inteligente, que buscam utilizar tecnologia para tornar o trânsito mais eficiente, seguro e sustentável.
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