A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informou, nesta quarta-feira (23), que o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, preso suspeito de matar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, poderá ser expulso da corporação caso sua responsabilidade criminal seja confirmada ao fim do processo.
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A declaração foi feita pelo porta-voz da PMMG, capitão Rafael Veríssimo, durante o velório da oficial, em Belo Horizonte.
Segundo o capitão, a corporação agiu imediatamente após ser acionada pelo Hospital Odilon Behrens, realizando a prisão em flagrante do militar. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e o sargento permanecerá detido durante as investigações.
“Diariamente, a Polícia Militar combate o feminicídio e, quando um caso como esse acontece, lamentável e repugnante, a gente vai cortar na própria carne também”, afirmou Rafael Veríssimo.
O porta-voz ressaltou que cabe à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário apurar os fatos e responsabilizar o investigado criminalmente.
“Atos criminosos, sobretudo crimes repugnantes como esse, caso sejam comprovados após o devido processo legal, repercutem também administrativamente, podendo, sim, resultar na exclusão da corporação”, declarou.
Visivelmente emocionado, Veríssimo afirmou que a morte da capitã causou grande impacto entre os policiais militares.
“Machuca. É uma irmã de farda. A Polícia Militar está tomando todas as medidas cabíveis, tanto de amparo aos familiares quanto em relação à ocorrência.”
Relembre o caso
A capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens na noite de segunda-feira (21), levada pelo próprio marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos.
Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava múltiplas lesões pelo corpo, incluindo traumatismo craniano, ferimentos graves na face e marcas compatíveis com agressões, elementos que fundamentaram a prisão em flagrante por feminicídio.
Em depoimento, o militar afirmou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e alegou que Michele sofreu uma queda dentro de casa após manter relações sexuais consensuais. A versão, porém, é contestada pelas evidências reunidas até o momento e segue sob investigação da Polícia Civil.
Além da suspeita de feminicídio, o sargento também responde por tráfico de drogas, após ser flagrado descartando comprimidos de ecstasy em uma lixeira do hospital enquanto acompanhava o atendimento da esposa.

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