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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou que o exame toxicológico realizado no casal de idosos assassinado em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, detectou a presença de clonazepam no sangue das vítimas. O resultado reforça a versão apresentada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que confessou ter dopado o casal antes de cometer o crime.
Segundo a investigação, Paola afirmou informalmente que colocou quatro comprimidos do medicamento em um suco servido às vítimas antes dos assassinatos. No entanto, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a quantidade utilizada tenha sido ainda maior, com o objetivo de reduzir a capacidade de reação do casal.
O clonazepam é um medicamento de efeito sedativo e ansiolítico, utilizado no tratamento de ansiedade, convulsões e outros transtornos. Em doses elevadas, pode provocar intensa sedação e diminuição da capacidade de resposta.
Além do resultado da perícia, a Polícia Civil informou que identificou a placa e o proprietário do veículo que transportou Paola após o crime.
De acordo com a versão apresentada pela suspeita, após deixar o apartamento, ela abordou um motorista de aplicativo que descansava em uma rua próxima ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para que ele a levasse até o Centro de Belo Horizonte.
A polícia já solicitou informações às plataformas de transporte por aplicativo para verificar se a corrida foi registrada e esclarecer as circunstâncias do deslocamento, além de confirmar se o motorista teve qualquer participação no crime ou apenas realizou a viagem sem conhecimento dos fatos.
Relembre o caso
Paola Stefany Neto Cirino foi presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela confessou ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, dentro do apartamento onde o casal morava.
Segundo a Polícia Civil, após dopar as vítimas, a diarista utilizou uma faca da própria residência para cometer os assassinatos e, em seguida, furtou joias, dinheiro, celulares e outros objetos de valor antes de fugir.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da ação, incluindo a possível participação de outras pessoas na fuga e na receptação dos bens levados do apartamento.
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