O julgamento dos oito acusados de participação na chacina que matou um homem e duas crianças em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, será realizado em Belo Horizonte. A decisão da Justiça foi divulgada nesta quarta-feira (29), após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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Os réus respondem por homicídio qualificado pela morte de Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, do filho dele, Heitor Felipe Moreira, de 9 anos, e da prima da criança, Layza Manuelly Pereira de Oliveira, de 13 anos. O crime ocorreu em 23 de maio de 2024, durante uma festa de aniversário em um sítio no bairro Areias.
Segundo as investigações, a motivação da chacina está ligada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região do Morro Alto, em Vespasiano. De acordo com a denúncia, os acusados pretendiam retomar pontos de venda de entorpecentes que eram controlados por Felipe, apontado como o principal alvo da ação criminosa.
A primeira tentativa de realização do Tribunal do Júri ocorreu em abril deste ano, em Ribeirão das Neves, mas foi suspensa após relatos de ameaças e de um ambiente considerado hostil. Na ocasião, o Ministério Público manifestou preocupação com a segurança dos envolvidos e com a possibilidade de comprometimento da imparcialidade dos jurados devido à grande repercussão do caso na cidade.
Ao determinar a transferência do julgamento para Belo Horizonte, a Justiça também considerou que a estrutura do fórum de Ribeirão das Neves não oferece condições adequadas para sediar um processo de grande complexidade, garantindo a segurança de réus, testemunhas, jurados e demais participantes.
Relembre o caso
A chacina aconteceu na noite de 23 de maio de 2024, durante a comemoração do aniversário de 9 anos de Heitor Felipe, em um sítio no bairro Areias, em Ribeirão das Neves.
Além do aniversariante, morreram o pai dele, Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, e a prima Layza Manuelly Pereira de Oliveira, de 13 anos. Outras pessoas que participavam da festa também ficaram sob risco durante o ataque.
As investigações apontaram que os acusados integravam um grupo ligado ao tráfico de drogas em Vespasiano e que o atentado foi motivado por uma disputa entre organizações criminosas pelo controle de pontos de venda de entorpecentes.
Os oito réus pronunciados são:
- Yago Pereira de Souza Reis;
- Ivone Silva de Almeida;
- Pedro Paulo Ferreira Lima, conhecido como “Paulinho Satan”;
- Fabiano Alves Campos;
- Marcelo Alves Rodrigues, o “Tio Gordo”;
- Leandro Roberto da Silva, conhecido como “Berola”;
- Flávio Celso da Silva, o “Alemão”;
- Agnes Danrlei Santos Nascimento, conhecido como “Biscoito”.

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