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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) investiga as causas do incêndio de grandes proporções que destruiu 27 ônibus em uma garagem da Viação Anchieta, no bairro Dom Cabral, na Região Noroeste de Belo Horizonte, nesse domingo (7). Entre as hipóteses apuradas está a possibilidade de que o fogo tenha sido provocado de forma criminosa.
De acordo com o tenente Bruno César Mendes Fonseca, do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, o incêndio teve início em um lote vago localizado nos fundos do pátio da empresa.
“Muitos usuários de drogas e pessoas em situação de rua frequentam o lote vago atrás do pátio, e pode ser que essa seja a explicação para o início do fogo”, afirmou o militar.
No momento da ocorrência, três funcionários estavam na garagem, um segurança, um mecânico e um eletricista. Segundo os relatos prestados aos bombeiros, as chamas começaram na área de mata próxima ao terreno e rapidamente avançaram para os veículos estacionados.
A intensa fumaça preta pôde ser vista de diversos pontos da capital mineira e até de cidades vizinhas, como Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A operação de combate ao incêndio mobilizou 25 militares do Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, uma das prioridades foi impedir que as chamas atingissem edificações próximas e um posto de combustíveis existente dentro do pátio da empresa.
“Foi um trabalho difícil. Nossa prioridade era fazer com que o fogo não se alastrasse para os prédios vizinhos e nem atingisse o posto de combustíveis que fica dentro do pátio”, explicou o tenente.
O incêndio foi controlado ainda no domingo, mas equipes permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo.
A Polícia Civil informou que uma equipe de perícia esteve na garagem para levantar informações que possam esclarecer a origem do incêndio. A investigação busca determinar se o fogo foi causado por ação humana ou se teve origem acidental.
O que diz o SetraBH
Nota na íntegra
“O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) manifesta sua solidariedade à empresa associada atingida pelo grave incêndio ocorrido na madrugada desta data, bem como a todos os seus colaboradores e profissionais que atuaram no enfrentamento da ocorrência.
As outras empresas integrantes do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte já mobilizaram suas estruturas operacionais e frotas para garantir a continuidade do atendimento à população. As ações emergenciais adotadas têm como objetivo assegurar que eventuais indisponibilidades decorrentes do incidente sejam prontamente absorvidas pelo sistema, minimizando impactos aos usuários.
O SetraBH reforça que está empenhado em manter a regularidade da prestação do serviço e garantir que a população não seja prejudicada.
Novas informações serão divulgadas oportunamente, à medida que avançarem as apurações e a avaliação dos danos causados pelo incidente.”
O que diz a Prefeitura de Belo Horizonte
Nota na íntegra
“A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informa que acompanha a ocorrência do incêndio que atingiu a garagem da Viação Anchieta, integrante do Consórcio Dom Pedro II. Equipes da BHTrans prestam apoio operacional ao Corpo de Bombeiros Militar e à Polícia Militar, que atuam no local.
Para isolar a área e garantir a segurança da população, foram realizados bloqueios nos seguintes pontos:
– Avenida Itaú, entre a Rua Padre Júlio Lombardi e a Rua Madre Mazzarello;
– Rua João Pedro Julião, entre a Rua Padre Júlio Lombardi e a Avenida Itaú;
– Rua Ivan Moraes de Andrade, esquina com a Rua Padre Júlio Lombardi;
– Rotatória das avenidas 31 de Março e Itaú.As equipes da Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob), em conjunto com o consórcio e o SetraBH, avaliam os possíveis impactos na operação do transporte coletivo.
É importante lembrar que o sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte opera em modelo consorciado. Assim, compete ao consórcio operador, representado pelo SetraBH, garantir o cumprimento do quadro de horários e a regularidade da operação. O consórcio deve utilizar a frota reserva e promover o remanejamento de veículos entre as empresas sempre que necessário, para assegurar o atendimento aos usuários.”
As linhas operadas pela Viação Anchieta que podem sofrer reflexos na operação são:
- 2104 – Nova Gameleira / BH Shopping
- 3250 – Estação Diamante / Buritis via Palmeiras
- 330 – Estação Barreiro / Independência
- 4103 – Aparecida / Mangabeiras
- 4110 – Dom Cabral / Belvedere
- 4111 – Dom Cabral / Anchieta
- 5203 – Castelo / Estrela do Oriente via Manacás
- 9250 – Caetano Furquim / Nova Cintra via Savassi
- 9410 – Sagrada Família / Coração Eucarístico
- 9412 – Conjunto Taquaril / Padre Eustáquio
- 9414 – Santa Inês / João Pinheiro
A investigação segue em andamento.
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