A Justiça de Minas Gerais determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar as condições psíquicas de Matheus Henrique Santos Rodrigues, acusado de matar a ex-companheira, uma mulher trans, em Belo Horizonte, em outubro de 2025.

A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da capital mineira. O acusado foi preso em flagrante após o crime e teve a prisão convertida em preventiva dois dias depois.
O novo pedido de instauração do incidente foi apresentado pela Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), que argumentou que o réu apresenta sinais de sofrimento psíquico, realiza acompanhamento no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) e faz uso de medicamentos como clorpromazina, ácido valproico e prometazina.
Ao analisar o caso, a magistrada destacou que um pedido semelhante havia sido negado anteriormente em outro processo. No entanto, novos documentos médicos foram anexados aos autos, incluindo um relatório do Cersam indicando que o acusado está em tratamento medicamentoso e apresenta suspeita de transtornos mentais e de comportamento.
Segundo a decisão, os documentos apontam indícios suficientes de possíveis problemas relacionados tanto ao uso de substâncias entorpecentes quanto a eventual sofrimento mental, justificando a realização de uma avaliação especializada.
Com a abertura do incidente, foi nomeado como curador do acusado o defensor público Marco Túlio Xavier. A defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) poderão apresentar quesitos aos peritos antes da realização do exame psiquiátrico, que será conduzido pelo Instituto Médico-Legal (IML).
A juíza ressaltou que a instauração do incidente não suspende o andamento da ação penal. Conforme a decisão, eventual conclusão sobre a inimputabilidade do réu somente poderá produzir efeitos após o encerramento da instrução processual e durante a análise final do caso.
Crime foi registrado por câmeras
De acordo com o processo, o crime ocorreu na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o casal discutia na Rua Padre Pedro Pinto.
Nas gravações, o acusado aparece agredindo a vítima com socos e chutes. Após cair na calçada, a mulher continuou sendo atacada com chutes e pisões na cabeça. Segundo os autos, ela sofreu esmagamento do crânio e morreu em decorrência dos ferimentos.
Pedido de transferência foi negado
Na mesma decisão, a magistrada rejeitou um pedido da defesa para transferência do acusado para outra unidade prisional.
Segundo o processo, após consulta à administração penitenciária, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) concluiu que não permaneciam os fundamentos que haviam motivado o requerimento. A decisão menciona que o réu voltou a se identificar como homem cisgênero heterossexual.
O processo agora entra na fase de alegações finais. Após a manifestação do Ministério Público e da defesa, a Justiça decidirá se o acusado será pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
GRUPO COM NOTÍCIAS DO POR DENTRO DE MINAS NO WHATSAPP
Gostaria de receber notícias como essa e o melhor do Por Dentro de Minas no conforto por WhatsApp. Entre em grupos de últimas notícias, informações do trânsito da BR-381, BR-040, BR-262, Anel Rodoviário e esportes.
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Acompanhe o Por Dentro de Minas no YouTube
Assista aos melhores vídeos com as últimas notícias de Belo Horizonte e Minas Gerais. Informações em tempo real.







