A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou, nesta quinta-feira (18), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte.
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A decisão mantém a prisão do réu, que responde pelo homicídio ocorrido em agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital mineira.
O pedido de liberdade já havia sido analisado e negado pelo TJMG em fevereiro deste ano. No entanto, a defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou o julgamento anterior para garantir o direito à sustentação oral durante a sessão.
Com a nova análise realizada pela 8ª Câmara Criminal, os desembargadores decidiram novamente pela manutenção da prisão do acusado.
Crime ocorreu durante coleta de lixo
Segundo as investigações, o crime aconteceu por volta das 9h do dia 11 de agosto de 2025, na Rua Modestina de Souza, no bairro Vista Alegre. Laudemir de Souza Fernandes trabalhava na coleta de lixo quando foi atingido por disparos de arma de fogo.
De acordo com a apuração policial, o homicídio teria sido motivado por uma discussão de trânsito. O caminhão de coleta teria parado para permitir a passagem de veículos, situação que teria provocado a irritação do empresário.
A investigação aponta que Renê da Silva Nogueira Júnior teria efetuado os disparos contra o trabalhador utilizando uma pistola registrada em nome da companheira, uma delegada da Polícia Civil.
Além da ação criminal contra o empresário, o caso também resultou em investigações administrativas e criminais envolvendo a delegada Ana Paula.
Ela foi indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma de fogo. Conforme as apurações, a suspeita é de que tenha permitido ou facilitado o acesso do companheiro à arma utilizada no crime.
Os investigadores também apuram indícios de que a delegada tinha conhecimento do uso frequente de armas registradas em seu nome por parte do empresário, incluindo a pistola Glock calibre .380 apontada como a utilizada no homicídio.
No dia do crime, a policial foi levada à Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre a posse e o uso da arma.
Renê da Silva Nogueira Júnior continua respondendo judicialmente pelo assassinato de Laudemir de Souza Fernandes. O caso permanece em tramitação na Justiça mineira, sem previsão para julgamento definitivo.

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