A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou nesta quinta-feira (25) a prisão de um homem suspeito de envolvimento na morte da influenciadora digital Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, assassinada na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce. O suspeito foi detido por posse ilegal de arma de fogo, mas a corporação não divulgou detalhes sobre o local da prisão nem esclareceu a possível participação dele no homicídio.
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A prisão ocorreu 17 dias após o crime, que gerou grande repercussão na cidade e mobilizou as forças de segurança. Em nota, a Polícia Civil informou apenas que novas informações serão divulgadas “em momento oportuno”, já que as investigações seguem em andamento e sob sigilo.
Conhecida nas redes sociais por compartilhar a rotina no campo, o cultivo de café e negociações de propriedades rurais, Alzira acumulava milhares de seguidores no Instagram e no TikTok. A influenciadora foi assassinada na manhã de 7 de junho, dentro da própria residência.
Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido entre três e quatro disparos por volta das 8h30. As investigações apontam que dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha, possivelmente uma Honda Bros, e surpreenderam a vítima enquanto ela estava na varanda da casa.
Ainda de acordo com os levantamentos iniciais, Alzira tentou fugir para o interior do imóvel após os primeiros disparos, mas foi perseguida pelos criminosos e atingida por um tiro na cabeça. A perícia recolheu estojos de munição calibre 9 milímetros no local. Os autores fugiram logo após o crime.
Minutos antes de ser assassinada, a influenciadora publicou um vídeo nas redes sociais em que aparecia tomando café e comentando sobre a tranquilidade da manhã. Na gravação, ela dizia estar feliz e em paz, sem imaginar que seria morta pouco depois.
Cerca de um mês antes do assassinato, Alzira também havia relatado um episódio suspeito em suas redes sociais. Ela contou que acordou durante a madrugada após ouvir fortes batidas na janela de casa. Segundo o relato, ao gritar, ouviu passos correndo do lado de fora da residência. Na ocasião, acionou a polícia, instalou câmeras de segurança e reforçou medidas de proteção.
A advogada da família, Carina Goiatá, afirmou que as principais linhas de investigação consideradas até o momento envolvem a hipótese de feminicídio ou uma possível disputa por terras. A Polícia Civil não confirmou oficialmente nenhuma das motivações investigadas.

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