Um professor de dança de 55 anos foi preso em flagrante na tarde do último domingo (24) acusado de abuso sexual contra um aluno de 13 anos. O homem atuava como monitor do programa Escola Integrada na Escola Municipal Zilda Arns, no Bairro Piratininga, em Belo Horizonte, e foi detido no Bairro Sucupira, em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Nesta segunda-feira (25), a Secretaria Municipal de Educação (Smed) confirmou a rescisão do contrato do suspeito.
O caso veio à tona na sexta-feira (22), quando a mãe do adolescente, de 30 anos, acessou o celular do filho e encontrou mensagens de cunho sexual trocadas com o educador. O material incluía fotos íntimas do próprio professor, elogios sexuais dirigidos ao aluno e a colegas de classe, além de perguntas sobre a intimidade do estudante.
A armadilha
Ao descobrir as conversas, a mãe decidiu se passar pelo filho nas mensagens e marcou um encontro com o suspeito em uma padaria próxima à residência da família, acionando em seguida a Polícia Militar. O professor aceitou o convite, mas enviou um motorista de aplicativo ao local para buscar o que chamou de “sobrinho”. O comportamento do motorista ao chegar ao estabelecimento despertou a atenção dos policiais, que o abordaram. Ele colaborou com as autoridades, apresentou as mensagens trocadas com o suspeito e foi liberado.
Os militares se deslocaram até o endereço de destino da corrida e localizaram o professor em frente à própria casa. Ao perceber a aproximação da viatura, ele tentou entrar no imóvel, mas foi abordado e preso. O suspeito acionou três advogados para acompanhá-lo nos procedimentos legais.
Manipulação dentro da escola
A investigação revelou que os abusos eram praticados com requintes de manipulação. O adolescente só relatou o que ocorria após demonstrar resistência em participar dos ensaios da festa junina. Questionado pela mãe, o jovem contou que o professor insistia muito e havia prometido uma caixa de bombons caso ele aceitasse dançar. Ao final de cada aula, o docente entregava chocolates exclusivamente para a vítima, reforçando que “ninguém poderia saber”.
O professor atuava na instituição há cerca de quatro meses e ministrava aulas para diversas turmas, tendo contato direto com dezenas de crianças de diferentes faixas etárias, inclusive com a irmã da vítima, uma menina de 9 anos.
Impacto na vítima
Abalado psicologicamente, o adolescente não compareceu à delegacia. Apenas a mãe, como responsável legal, registrou a ocorrência. Desde o início do caso, o jovem apresenta febre e recusa alimentar.
“Eu estou tremendo porque é muito revoltante. Se eu não fosse uma mãe que tem acesso ao telefone do meu filho, o pior poderia ter acontecido”, desabafou a mãe, visivelmente emocionada.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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