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A estudante de veterinária e influenciadora digital Carolina Arruda denunciou estar sendo perseguida há anos por um homem que, segundo ela, se aproximou fingindo ser paciente da neuralgia do trigêmeo e passou a ameaçá-la e monitorar sua rotina. O caso foi registrado na Polícia Civil em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Conhecida nacionalmente por compartilhar nas redes sociais a rotina convivendo com a neuralgia do trigêmeo, doença considerada por especialistas uma das condições mais dolorosas do mundo, Carolina afirmou que o suspeito inicialmente era apenas um seguidor. Com o tempo, no entanto, ele teria desenvolvido comportamento obsessivo.
Segundo a influenciadora, o homem passou a acompanhar informações sobre sua vida pessoal, consultas médicas e atividades na internet. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela contou que o suspeito teria admitido a perseguição em mensagens enviadas diretamente a ela.
De acordo com Carolina, o homem e a mãe dele teriam relatado histórico de internações relacionadas à dependência química de opioides. A estudante afirma que os ataques começaram devido aos medicamentos utilizados no tratamento da doença neurológica.
“Ele não tem doença crônica. Ele é dependente químico dos medicamentos e tem inveja do acesso a esses medicamentos”, disse.
A jovem explicou que mantém uma associação voltada ao acolhimento e orientação de pessoas diagnosticadas com neuralgia do trigêmeo. Segundo ela, o suspeito teria se aproximado alegando precisar de ajuda.
“Ele conseguiu se infiltrar fingindo ser uma pessoa doente que precisava de ajuda”, afirmou.
Carolina contou ainda que o homem comentava frequentemente em suas publicações, mas ela só percebeu que se tratava da mesma pessoa após receber mensagens confessando a perseguição.
“Assim que li, caiu a ficha de que era a mesma pessoa”, relatou.
Segundo a estudante, o suspeito dizia nas mensagens que a acompanhava por causa do acesso dela a medicamentos opioides. Ela afirmou ter ignorado os contatos inicialmente, mas guardou capturas de tela das conversas.
“Quando li as mensagens que ele afirmava que era um perseguidor, inventava milhares de mentiras, eu não respondi. Ignorei todas, mas tirei print porque sabia que ia precisar usar isso”, contou.
Ainda conforme Carolina, após ser ignorado, o homem teria intensificado as ameaças e passado a fazer acusações mais graves, incluindo supostos contatos com médicos e profissionais da saúde.
Além das mensagens, ela afirma que o suspeito passou a citar informações pessoais que nunca haviam sido divulgadas publicamente.
“Ele é perigoso, faz afirmações e acusações graves, diz que sabe tudo da minha vida”, declarou.
Segundo o boletim de ocorrência, Carolina denunciou perseguição virtual, ameaças, criação de perfis falsos e crimes contra a honra nas redes sociais. O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.
A neuralgia do trigêmeo, doença enfrentada pela influenciadora desde 2013, provoca crises intensas e incapacitantes de dor facial. O tratamento costuma envolver medicamentos fortes, incluindo opioides, além de acompanhamento neurológico especializado.
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