Uma criança de quatro anos morreu após sofrer uma série de agressões brutais cometidas por um vizinho de 24 anos na noite deste domingo (10), em Frutal, no Triângulo Mineiro. O autor do crime, Felipe Palhares Queiroz, foi detido pelas autoridades policiais após confessar o ato.
Segundo o boletim de ocorrência, Felipe invadiu a residência pulando o muro, carregando consigo uma faca e um pedaço de madeira. Ao entrar no imóvel, anunciou um assalto e tentou subtrair a televisão da casa.
Em seguida, passou a golpear a mãe da criança com socos, imobilizou-a com amarras e a deixou no quintal. Desesperada, a mulher tentou negociar com o agressor, prometendo realizar uma transferência via Pix caso ele abandonasse o local sem machucar o filho.
O menino, chamado Brenner Antony da Silva, tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e entrou em colapso diante da situação caótica. Aproveitando-se do momento, Felipe pegou a ripa de madeira e desferiu múltiplos golpes na cabeça da criança. Depois, colocou o menino dentro de um saco plástico preto e o abandonou a aproximadamente 150 metros da residência, ainda com vida.
Mãe e filho foram encaminhados ao Hospital Frei Gabriel. Brenner deu entrada em estado gravíssimo, com traumatismo craniano severo, e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito.
O caso teve início quando a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que o mesmo suspeito havia amarrado o cachorro de sua avó pelas patas e atirado o animal em um lago de um parque da cidade. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o cão sem vida às margens d’água.
Felipe foi localizado pouco depois caminhando próximo a uma praça pública no bairro Vila Esperança. No local, moradores já tentavam agredi-lo com enxadas, facões e pedaços de madeira, dispersando-se com a chegada da polícia. O suspeito, coberto de barro e com escoriações pelo corpo, resistiu à abordagem e precisou ser contido com técnicas policiais e spray de pimenta.
Ao ser preso, confessou o crime e declarou que “estava com a cabeça perdida”. Conforme ele, o motivo seria vingança: incomodava-se com o volume alto da música tocada na casa da família, quando ainda era vizinho deles. Admitiu ainda ter entrado na residência já com a faca, a ripa e o saco plástico, demonstrando premeditação.
A Polícia Civil realizou perícia no imóvel, onde foram encontrados a ripa com vestígios de sangue e uma faca de açougueiro sobre um sofá igualmente manchado. O suspeito foi atendido medicamente antes de ser conduzido à delegacia, onde responderá pelos crimes cometidos.
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