A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu mais de 15 mil pares de tênis falsificados durante a operação Replicário, realizada na última terça-feira (31). A ação ocorreu nos municípios de Nova Serrana, no Centro-Oeste do estado, e Ouro Branco, na região Central.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões, valor que, segundo as investigações, pode estar ligado a práticas de lavagem de dinheiro.
De acordo com o delegado Anderson Resende, responsável pelo caso, o esquema envolvia a produção e distribuição de produtos falsificados de diversas marcas conhecidas, como Adidas, Mizuno, Vans e All Star. A comercialização ocorria principalmente por meio de plataformas digitais, incluindo sites próprios, redes sociais e marketplaces.
As investigações, iniciadas há cerca de dois anos a partir de denúncias feitas por empresas do setor, permitiram rastrear toda a cadeia do esquema — desde a fabricação até a venda ao consumidor final. Uma fábrica foi identificada em Nova Serrana, enquanto dois depósitos funcionavam em Ouro Branco.
Além de prejuízos ao consumidor, que muitas vezes adquiria produtos acreditando serem originais, a prática também impacta a arrecadação de impostos e a indústria formal. Estimativas do setor apontam perdas anuais de até R$ 9 bilhões com a falsificação de artigos esportivos no país.
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas de fachada e terceiros, conhecidos como “laranjas”, para ocultar a origem dos recursos. Ao todo, 14 pessoas tiveram contas bancárias bloqueadas.
Apesar de ainda não haver prisões, os investigadores afirmam que os principais responsáveis já foram identificados e podem ser detidos nas próximas etapas da operação.
Durante a ação, também foram constatadas condições de trabalho consideradas insalubres na fábrica localizada em Nova Serrana. Cerca de dez trabalhadores estavam no local, sem equipamentos de proteção e expostos a produtos químicos. As informações serão encaminhadas ao Ministério do Trabalho para apuração de possíveis irregularidades.
A Polícia Civil informou ainda que deve solicitar o bloqueio de bens, como imóveis e veículos de alto valor, para garantir eventual ressarcimento pelos prejuízos causados.
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