A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, e descartou a hipótese de interferência externa no episódio ocorrido na superintendência da corporação em Belo Horizonte.

A apuração analisou os contatos de Mourão com policiais da custódia e as ligações feitas por ele após a prisão, mas não encontrou elementos que indicassem instigação ao suicídio. Imagens de câmeras registraram o momento em que ele se enforcou com uma camisa de manga comprida.
O Por Dentro de Minas procurou a Polícia Federal para confirmar a informação e aguarda retorno.
Quem era Mourão
Conhecido também como “Mexerica”, Mourão acumulava registros por crimes como estelionato, receptação, associação criminosa, falsificação de documentos, evasão de divisas, clonagem de cartões, golpes na internet e roubo de veículos. Apesar do histórico criminal, circulava em áreas de alto padrão de Belo Horizonte e constava como sócio de empresas nos registros da Receita Federal.
Segundo a Polícia Federal, ele exercia papel central na organização investigada e recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar tarefas ilícitas, entre elas monitoramento de alvos, invasão de sistemas e coleta ilegal de dados. A estrutura foi descrita pelos investigadores como uma “milícia” voltada à obtenção de informações sigilosas e à intimidação de alvos. Mourão também é acusado de planejar ações contra pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Prisão e morte
Mourão foi preso no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Horas após a detenção, tentou tirar a própria vida na cela, foi reanimado por equipes do Samu e levado ao Hospital João XXIII, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde morreu no dia 6 de março de 2026.
Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro e Luiz Mourão foram presos durante a Operação Compliance Zero, que investiga crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos ligados a um esquema bilionário de fraudes no Banco Master.
As investigações tiveram início no começo de 2024, após requisição do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
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