A Justiça manteve a prisão preventiva do garçom de 27 anos acusado de participação na morte da mulher trans Alice Martins Alves, de 33 anos, agredida na região da Savassi, em Belo Horizonte. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (15) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes.

No despacho, a magistrada afirmou que a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a revogação da prisão, limitando-se a repetir argumentos já analisados anteriormente. Ela também rejeitou a alegação de excesso de prazo, destacando que o processo segue dentro da normalidade, com etapas já cumpridas, como a oitiva de testemunhas e o interrogatório dos réus.
A decisão ocorre após a audiência de instrução realizada no dia 9 de abril, quando foram colhidos depoimentos e ouvidos os acusados. Na ocasião, a defesa solicitou o acesso a dados de corrida por aplicativo e ao relatório médico da vítima.
O pedido de liberdade foi novamente negado após manifestação do Ministério Público de Minas Gerais, que se posicionou contra a soltura. A juíza ressaltou ainda que a prisão preventiva já havia sido analisada e mantida em outras três ocasiões, permanecendo válidos os fundamentos para a medida.
O caso envolve a morte de Alice Martins Alves, que faleceu em 9 de novembro de 2025, após permanecer 17 dias internada em decorrência das agressões sofridas na noite de 23 de outubro, na região Centro-Sul da capital.
Segundo as investigações, Alice teria saído de um estabelecimento sem pagar uma conta de R$ 22, sendo seguida por dois funcionários, que a agrediram com socos e chutes na esquina das avenidas do Contorno e Getúlio Vargas.
A Polícia Civil e o Ministério Público apontam que o crime teve motivação transfóbica. Imagens e áudios de câmeras de segurança registraram os suspeitos se referindo à vítima no masculino durante as agressões.
Alice sofreu ferimentos graves, como fraturas nas costelas, nariz quebrado e perfuração intestinal. De acordo com a certidão de óbito, a causa da morte foi choque séptico decorrente da lesão abdominal.
Em depoimento, os suspeitos negaram as agressões e alegaram que a vítima teria caído sozinha ao tentar subir em uma motocicleta. No entanto, a investigação concluiu que as lesões identificadas são incompatíveis com essa versão.
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