A cidade de Sete Lagoas enfrenta uma grave crise no transporte público após a paralisação dos ônibus das empresas Turi e Cooperseltta. O movimento afeta cerca de 40 mil usuários diários e já provoca absenteísmo escolar de até 30%. Apesar das liminares obtidas pela Prefeitura na noite de quarta-feira (22), os serviços seguiam suspensos na manhã desta quinta-feira (23).
Origem do impasse
A crise tem raízes distintas para cada operadora. No caso da Turi, a paralisação é resultado de um movimento grevista iniciado pelos trabalhadores após meses de negociações salariais frustradas, que se arrastam desde janeiro sem avanços. Segundo o sindicato da categoria, o Sinttroset, os funcionários também cobram o pagamento do adiantamento salarial referente ao dia 20, que ainda não teria sido efetuado. Já a Cooperseltta alega impossibilidade de operar por falta de combustível, situação vinculada a divergências financeiras com a Turi no âmbito da Câmara de Compensação Tarifária.
Prefeitura aciona a Justiça
Diante da iminência da paralisação, a Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município, obteve duas decisões judiciais com o objetivo de normalizar o serviço. A juíza responsável pelo caso determinou que a Cooperseltta restabeleça imediatamente as atividades, garantindo ao menos 70% da frota em operação, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A magistrada destacou que a cooperativa possui bloqueio judicial superior a R$ 240 mil a seu favor, o que afastaria a alegação de impossibilidade financeira.
Em relação à Turi, a Justiça estabeleceu prazo até o meio-dia desta quinta-feira para o ajuizamento de um Dissídio Coletivo de Greve perante a Justiça do Trabalho, com o objetivo de garantir a manutenção de serviços mínimos. O descumprimento pode gerar multas entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão. O tribunal ressaltou que conflitos trabalhistas fazem parte do risco do empreendimento e não justificam a interrupção de um serviço essencial.
Prefeito promete novas medidas
Em pronunciamento na noite de quarta-feira, o prefeito Douglas Melo afirmou que as liminares representam uma vitória para a população e para os trabalhadores, mas deixou claro que a administração municipal não encerrará o caso por aí. Segundo ele, novos processos administrativos serão iniciados para solucionar definitivamente o problema do transporte público na cidade.
Uma reunião com o juiz responsável pelo caso estava prevista para as 16h desta quinta-feira para tratar dos próximos passos da crise, que segue sem previsão de resolução.
Confira a nota oficial da Prefeitura de Sete Lagoas

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