A modernização do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ganhou novo impulso com a chegada de mais duas composições à capital mineira nesta semana. Com isso, o estado já conta com três novos trens em solo mineiro, enquanto outras unidades seguem em transporte ou aguardam envio da China.
O primeiro trem entregue, que desembarcou no Brasil em janeiro, está na etapa final de testes e deve começar a operar comercialmente até o fim de abril. A previsão do governo estadual é de que, até o encerramento de 2026, pelo menos dez novas composições estejam em funcionamento nas linhas 1 e 2 do sistema.
Ao todo, o projeto prevê a incorporação de 24 trens, com investimento estimado em R$ 700 milhões. A iniciativa conta com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), e teve o cronograma de aquisição antecipado em dois anos pela concessionária responsável.
Antes de entrarem em circulação, os trens passam por uma série de avaliações técnicas rigorosas. A primeira unidade funciona como modelo de referência para toda a frota e é submetida a dezenas de testes, que analisam desde a resistência estrutural até o desempenho operacional. Essas verificações são realizadas tanto na fábrica, no exterior, quanto nas vias do metrô em Belo Horizonte.
Na fase internacional, são feitos ensaios de segurança, durabilidade e vedação, incluindo simulações de condições adversas, como chuvas intensas. Já no Brasil, os testes se concentram no funcionamento dos sistemas, como aceleração, frenagem e controle de operação.
A experiência do usuário também é levada em conta. Itens como ar-condicionado, avisos sonoros, painéis informativos e o alinhamento entre trem e plataforma passam por ajustes para garantir conforto, acessibilidade e segurança no embarque.
Os novos veículos trazem ainda tecnologias voltadas à eficiência e à comodidade dos passageiros. Entre os recursos estão câmeras de monitoramento, comunicação direta com o operador em situações de emergência, internet sem fio e sistemas que permitem o reaproveitamento de energia durante as frenagens. Além disso, as composições contam com operação automatizada, que contribui para viagens mais estáveis.
Parte dos recursos destinados à modernização do metrô tem origem no acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, que resultou em 272 mortes e causou impactos ambientais e socioeconômicos significativos em Minas Gerais.
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