A abertura da DIVERSIBRAM 2026, realizada nesta terça-feira (14), em Belo Horizonte, reuniu lideranças empresariais, representantes institucionais e agentes públicos para discutir o papel da diversidade, equidade e inclusão no setor mineral brasileiro. O encontro aconteceu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH) e integra a programação dos 50 anos do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
O evento foi marcado pela defesa de que a agenda de diversidade deixou de ser um tema secundário e passou a ocupar posição estratégica para o presente e o futuro da mineração. Durante a solenidade, executivos de diferentes mineradoras assinaram a Carta Compromisso com a Agenda Setorial de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I), formalizando metas e diretrizes para ampliar a representatividade dentro das empresas.
Entre os participantes, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM e da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, destacou o papel da liderança na condução da pauta. Segundo ela, diversidade não pode ser tratada como agenda paralela e deve estar integrada à estratégia das organizações. A executiva também ressaltou a necessidade de ampliar o acesso a oportunidades como parte do debate sobre meritocracia.
O diretor-presidente interino do IBRAM, Pablo Cesário, reforçou que a inclusão precisa ser encarada de forma estrutural, indo além de ações pontuais. Para ele, a capacidade de promover diversidade será determinante para a competitividade do setor mineral nos próximos anos.
A deputada federal Greyce Elias (Avante-MG) também participou do debate e destacou a importância da educação na transformação cultural. Segundo a parlamentar, a agenda de inclusão deve ser tratada como uma pauta de oportunidades, com impacto direto na formação das futuras gerações. Ela também citou projeto de lei que propõe mudanças na legislação trabalhista para ampliar a participação de mulheres e profissionais acima de 50 anos em atividades de mineração.
Representantes de entidades do setor apontaram que, apesar de avanços, a presença de mulheres e de grupos minorizados ainda é considerada baixa. A presidente do Women in Mining Brasil, Patrícia Procópio, afirmou que a diversidade já ultrapassou o campo social e passou a influenciar diretamente o futuro da atividade mineral.
Outro ponto destacado foi a relação entre inclusão e legitimidade social. A executiva da Samarco, Vera Lúcia da Silva, defendeu que não há mineração sustentável sem diversidade e reforçou a necessidade de acelerar ações concretas para reduzir desigualdades dentro do setor.
Encerrando o debate, o presidente do Sindiextra Minas Gerais, Gustavo Lanna, associou a relevância da mineração na economia à necessidade de maior inclusão. Segundo ele, o setor só conseguirá manter sua centralidade se ampliar a participação e garantir que diferentes grupos estejam representados em suas atividades.
A DIVERSIBRAM 2026 segue com programação voltada a temas como tecnologia, segurança, futuro do trabalho e desenvolvimento de territórios mais inclusivos na mineração.
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