A tempestade que caiu sobre Belo Horizonte na última quarta-feira (8) causou sérios danos ao pronto-socorro do Hospital João XXIII, situado na Região Centro-Sul da capital mineira.

A enxurrada invadiu as dependências do hospital, escorrendo por corredores e comprometendo aparelhos e insumos. Diante do problema, funcionários usaram lixeiras como improvisados recipientes para tentar barrar a água. Segundo Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fhemig (SindPros), o setor de radiologia foi o mais atingido.
“Precisamos evacuar os pacientes às pressas, interromper os exames e fechar completamente o setor. A sala de politrauma, destinada ao atendimento de casos críticos, como paradas cardíacas e respiratórias, também foi tomada pela água. Havia inclusive pacientes intubados em estado gravíssimo no local”, relatou.
Martins ainda destacou que o problema não é novidade.
“Recentemente, passamos por situação idêntica. Na época, a direção garantiu que era apenas uma calha entupida, algo simples e já solucionado. Com a chuva de agora, o mesmo transtorno se repetiu”, criticou.
Fhemig descarta paralisação dos serviços
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) emitiu nota afirmando que o atendimento não chegou a ser suspenso.
“A unidade realiza limpeza periódica de calhas e sistemas de drenagem de forma contínua. O ocorrido está diretamente ligado à intensidade das chuvas, que provocaram estragos em diversos pontos da cidade”, informou a instituição.
A fundação acrescentou que as equipes de manutenção foram imediatamente mobilizadas para avaliar os danos e adotar as medidas necessárias, visando restabelecer a normalidade nas áreas comprometidas o mais rápido possível.
A Fhemig ressaltou ainda que a gestão e as equipes técnicas do João XXIII estão acompanhando a situação de perto, e reforçou a previsão de investimentos de R$ 67 milhões na unidade ao longo dos próximos cinco anos, com obras no telhado e no setor de imaginologia previstas para ainda este ano.
Incidente ocorre após suspensão de greve
No dia 17 de março, trabalhadores vinculados à Fhemig, responsável pelo João XXIII e outras 14 unidades de saúde, deflagraram uma greve reivindicando melhores condições de trabalho e reajuste salarial. A paralisação foi encerrada temporariamente em 23 de março, após reunião com o governo estadual, que solicitou dez dias para analisar as demandas apresentadas.
Contudo, segundo Carlos Martins, nenhuma resposta foi dada dentro do prazo estipulado.
“Convocaremos uma assembleia na segunda-feira, dia 13 de abril, para avaliar o posicionamento do governo, ou a falta dele. A partir daí, decidiremos se retomamos ou não a greve”, afirmou o sindicalista.
Para tentar avançar nas negociações, o Governo de Minas agendou para esta quinta-feira (9) uma reunião com representantes dos trabalhadores da saúde e da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
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