O velório da sambista Adriana Araújo será realizado na manhã desta terça-feira (3), na quadra da Escola Unidos dos Guaranys, no bairro São Cristóvão, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A cerimônia será aberta ao público, das 10h às 12h. O sepultamento ocorrerá em seguida, de forma restrita a familiares e amigos próximos.

Adriana morreu nesta segunda-feira (2), aos 49 anos, em Belo Horizonte. Ela estava internada no Hospital Odilon Behrens desde o último sábado (28), após sofrer um aneurisma cerebral. Segundo informações divulgadas nas redes sociais da artista, Adriana passou mal em casa, desmaiou e foi levada inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Depois, foi transferida para o hospital, onde o quadro foi considerado gravíssimo e irreversível.
Nascida em 1976, na Pedreira Prado Lopes (PPL), comunidade tradicional da capital mineira reconhecida como um dos berços do samba em Belo Horizonte, Adriana construiu uma trajetória marcada pela superação. Criada em um barracão de dois cômodos feito de adobo, técnica de barro com capim, ela costumava definir a própria história como “sofrida”, lembrando as dificuldades enfrentadas na infância.
Em entrevista ao podcast Arreda Pra Cá, contou que, quando criança, seu maior sonho era “comer presunto”, revelando que, antes mesmo das ambições artísticas, precisava lidar com a falta de condições básicas. A arte se tornou seu caminho de expressão e transformação.
Adriana iniciou a trajetória em oficinas gratuitas de dança afro e teatro, além de estudar técnica vocal. Ganhou projeção ao integrar o grupo Simplicidade Samba, ao lado do sambista Evaldo Araújo, seu companheiro de vida e de palco. As rodas de samba aos domingos no Bar do Cacá, no bairro São Paulo, ajudaram a consolidar seu nome na cena cultural da cidade.
A carreira solo começou em 2020. No ano seguinte, lançou o álbum “Minha Verdade”, primeiro trabalho autoral, com composições que abordam amor, ancestralidade, identidade negra e vivências como mulher sambista. Em 2025, gravou o projeto “3 Jorges”, em homenagem a Jorge Aragão, Jorge Ben Jor e Seu Jorge.
Ao longo da carreira, apresentou-se em eventos como a Virada Cultural de Belo Horizonte, o Festival Sensacional e o Carnaval de Rua da capital. Dividiu palco com nomes como Leci Brandão, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindinho e Jorge Aragão. Também participou de celebrações como o Dia da Consciência Negra, quando se apresentou ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Reconhecida como uma das vozes mais marcantes do samba mineiro, Adriana frequentemente destacava o papel social do gênero musical e sua capacidade de ampliar horizontes e aproximar públicos diversos.
A morte da cantora gerou forte comoção nas redes sociais. Artistas, casas culturais e instituições públicas prestaram homenagens, ressaltando sua potência artística, carisma e contribuição ao samba em Minas Gerais. Em nota, a família destacou que Adriana foi “muito mais do que uma grande voz do samba”, lembrando seu “abraço largo, sorriso fácil e coração generoso”.
Adriana deixa o marido, Evaldo Araújo, o filho Daniel, familiares, amigos e uma legião de fãs.
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