A cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, confirmou nesta terça-feira (10) a primeira morte por leptospirose relacionada às fortes chuvas que atingiram o município no fim de fevereiro e provocaram enchentes em diversos pontos da cidade.
Segundo a Prefeitura de Ubá, o município também registrou 41 casos suspeitos da doença, que estão em investigação epidemiológica. Amostras dos pacientes foram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, e os resultados ainda são aguardados.
As chuvas intensas que atingiram a região deixaram áreas da cidade submersas e provocaram sete mortes até o momento. Uma pessoa permanece desaparecida.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que mantém acompanhamento contínuo da situação, com monitoramento dos casos suspeitos, análises laboratoriais e investigação epidemiológica no município.
O que é a leptospirose
A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água, lama ou solo contaminados pela urina de animais infectados, especialmente ratos.
A infecção pode acontecer quando a bactéria entra no organismo por ferimentos na pele, pelo contato prolongado da pele com água contaminada ou pelas mucosas, como olhos, nariz e boca. Por esse motivo, a doença costuma ser registrada com mais frequência após enchentes e alagamentos.
O período de incubação — intervalo entre a infecção e o início dos sintomas — varia de 1 a 30 dias, sendo mais comum entre 7 e 14 dias após a exposição.
Sintomas mais comuns
- Entre os principais sintomas da leptospirose estão:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dor intensa no corpo, principalmente nas panturrilhas
- Náuseas e vômitos
- Falta de apetite
- Mal-estar geral
- Em casos mais graves, a doença pode provocar complicações como dificuldade respiratória, insuficiência renal e hemorragias.
Medidas de prevenção
- Autoridades de saúde recomendam algumas medidas para reduzir o risco de contaminação após enchentes:
- Evitar contato com água ou lama de alagamentos
- Utilizar botas e luvas de borracha durante a limpeza de áreas atingidas
- Na ausência de equipamentos, improvisar proteção com sacos plásticos duplos nas mãos e nos pés
- Lavar objetos e superfícies contaminadas com água sanitária (um copo para cada 20 litros de água)
- Manter alimentos e água protegidos de roedores
Buscas por desaparecido continuam
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) mantém nesta quarta-feira (11 de março) as buscas pela última vítima ainda desaparecida após as enchentes.
O profissional autônomo Luciano Franklin Fernandes está desaparecido desde o transbordamento do rio que corta a cidade. Duas semanas após o desastre, a operação mobiliza 33 militares, além do uso de drones com câmera térmica, cães farejadores e equipes especializadas em resgate.
As equipes dividiram a área de atuação em três frentes de trabalho ao longo das margens do Rio Ubá, realizando varreduras em pontos considerados estratégicos. Em um dos locais, uma escavadeira é utilizada para revirar áreas identificadas como prioritárias durante o planejamento das buscas.
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