O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou, nesta semana, uma operação para investigar um grupo suspeito de aplicar golpes de extorsão pela internet. A ação, batizada de Operação Dramaturgia do Medo, foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e de forças de segurança de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.
A operação ocorreu em duas etapas, realizadas na terça-feira (3) e nesta quinta-feira (5). Na primeira fase, um dos investigados foi preso no município de Camaquã, no Rio Grande do Sul. Durante a abordagem, os agentes apreenderam um telefone celular que será analisado no decorrer das investigações.
Já na segunda etapa, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão em endereços ligados a quatro suspeitos nas cidades gaúchas de Triunfo, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul e Guaíba. Durante as ações, foram recolhidos quatro celulares e diversos documentos que podem ajudar no avanço das investigações.
As apurações começaram após uma vítima procurar o Ministério Público em Carmo do Rio Claro relatando que estava sendo ameaçada e pressionada a fazer pagamentos. Segundo o depoimento, o contato inicial ocorreu por meio de uma rede social, com uma mulher. Após trocas de mensagens de teor íntimo, a vítima passou a receber ameaças de pessoas que se apresentavam como familiares da suposta jovem, alegando que ela seria menor de idade.
Na sequência, surgiram novos contatos de indivíduos que se identificavam falsamente como autoridades, incluindo delegados e promotores de Justiça. Eles exigiam transferências bancárias para que o caso não fosse levado adiante ou comunicado às autoridades.
Com o avanço das investigações, outras duas vítimas foram identificadas: uma também em Carmo do Rio Claro e outra em Ipatinga, no Vale do Aço. Há ainda indícios de pelo menos outras 12 pessoas lesadas em diferentes estados do país, como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Roraima.
Em um dos casos investigados, a vítima chegou a transferir R$ 4 mil aos golpistas e posteriormente recebeu uma nova cobrança de R$ 30 mil, que não foi paga. Em outro episódio, os suspeitos tentaram extorquir R$ 8 mil, mas a vítima procurou o Ministério Público antes de realizar qualquer pagamento.
As investigações também apontam movimentações financeiras suspeitas entre os integrantes do grupo. Em apenas um mês, os envolvidos teriam transferido entre si mais de R$ 153 mil provenientes das fraudes.
Segundo o coordenador do Gaeciber, o promotor de Justiça André Salles Dias Pinto, os indícios reunidos até o momento apontam para a atuação de uma organização criminosa com atuação em vários estados do país. O grupo utilizaria perfis falsos nas redes sociais e se passaria por autoridades para intimidar as vítimas e obter vantagens financeiras.
O material apreendido nas operações será analisado e pode ajudar a identificar outros envolvidos no esquema e possíveis novas vítimas.
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