Minas Gerais contabiliza 12 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). De acordo com o órgão, todos os pacientes apresentam evolução para cura.
As infecções foram registradas em homens com idades entre 25 e 56 anos. Do total de casos, oito ocorreram em Belo Horizonte, dois em Contagem, um em Formiga e um em Ribeirão das Neves.
Situação no Brasil
Em todo o país, já foram confirmados 140 casos da doença neste ano. A Região Sudeste concentra a maior parte das ocorrências, com 122 registros.
O estado de São Paulo lidera o número de casos, com 93 confirmações, seguido pelo Rio de Janeiro, que soma 18 registros, e por Minas Gerais, com 12. Na sequência aparece Rondônia, com 11 casos.
Outros estados também registraram ocorrências da doença: Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm três casos cada. Paraná contabiliza dois registros, enquanto Amazonas, Ceará, Pará e o Distrito Federal têm um caso confirmado cada.
No total, o país soma ainda 539 casos suspeitos, nove prováveis e nenhuma morte relacionada à doença até o momento.
Sintomas e transmissão
A mpox pode provocar lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo, aumento dos gânglios (ínguas), calafrios e sensação de fraqueza.
A recomendação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica e informem se tiveram contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas, toalhas e utensílios pessoais.
Prevenção e tratamento
Para reduzir o risco de contágio, especialistas orientam evitar contato próximo com pessoas infectadas, além de reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal.
O tratamento é voltado para alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que não existe, até o momento, um medicamento específico para a doença. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada.
A vacinação no país prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com baixa contagem de células de defesa, além de profissionais de laboratório que trabalham com o vírus e pessoas que tiveram contato direto com secreções ou fluidos de casos suspeitos.
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