O Metrô BH, concessionária responsável pelo sistema metroviário de Belo Horizonte e Contagem, concluiu a instalação de 1.966 painéis solares no Pátio de Manutenção São Gabriel, na capital mineira, avançando na implantação de sua usina fotovoltaica própria. A iniciativa integra um projeto maior, que deve alcançar cerca de 7 mil módulos até o fim de 2026, com investimento estimado em R$ 16 milhões.

Segundo o Metrô BH, o sistema já conta com geração solar na Estação Santa Inês, com potência instalada de 75 kW, suficiente para suprir a demanda da unidade, incluindo escadas rolantes, elevadores, iluminação e ar-condicionado.
No Pátio São Gabriel, a potência instalada é de aproximadamente 900 kW. Segundo o engenheiro de Implantação de Sistemas, Quiñónez Souza, a energia gerada abastece oficinas de manutenção de trens, escadas rolantes, sistemas de iluminação e climatização, além de gerar créditos para compensar o consumo das estações da Linha 1.
“Os créditos de energia também beneficiam residências próximas, auxiliando a concessionária local a fornecer energia limpa à comunidade. Desde o início do projeto, em 2024, atendemos cerca de 380 residências”, afirmou o engenheiro.
Capacidade superior ao Mineirão
Com a conclusão total do projeto, a usina contará com cerca de 7 mil painéis e capacidade instalada de 2,65 megawatts, superando a geração do estádio Mineirão. A produção anual estimada é de 5.220 MWh, volume suficiente para abastecer as 20 estações da Linha 1 — equivalente ao consumo médio de aproximadamente 2.800 residências brasileiras.
Conforme o Metrô BH, a próxima etapa prevê a instalação de cerca de 4 mil placas em solo, consolidando o Pátio São Gabriel como principal polo de geração de energia renovável do sistema metroviário. O investimento é feito com recursos próprios da concessionária.
Impacto ambiental
A usina permitirá evitar a emissão de aproximadamente 467 toneladas de CO₂ por ano, impacto equivalente ao plantio de cerca de 47 mil árvores adultas.
“Estamos avançando de forma concreta rumo a uma operação mais sustentável. A geração própria de energia limpa reduz nossa pegada de carbono e fortalece a eficiência do sistema como um todo”, destacou o superintendente de Implantação de Sistemas, Walter Neto.
De acordo com Quiñónez Souza, a implantação priorizou áreas já urbanizadas. “Os painéis estão sendo instalados em telhados e espaços já ocupados, sem supressão de vegetação. É um projeto com vida útil estimada de 25 anos, podendo superar 30 anos com manutenção adequada.”
Compromisso com sustentabilidade
A iniciativa faz parte do Programa 1% do Grupo Comporte, que destina ao menos 1% dos investimentos e esforços operacionais a ações de sustentabilidade. O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente o ODS 7 (Energia Limpa e Acessível) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).
A meta da concessionária é que, até 2030, 95% da energia consumida pelo sistema metroviário seja proveniente de fontes renováveis.
“Investir em energia limpa não é apenas uma escolha inteligente, é essencial para garantir um futuro sustentável. O transporte sobre trilhos já é uma alternativa ambientalmente mais eficiente. Ao investir em geração solar própria, ampliamos esse impacto”, afirmou o gerente de Implantação de Sistemas, Tiago Garcia.
Além da Linha 1, o Metrô BH estuda expandir o sistema fotovoltaico para a futura Linha 2, reforçando o papel da mobilidade sobre trilhos na transição energética.
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