A Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, como foragido, após a expedição de um mandado de prisão na última quinta-feira (5). A medida foi tomada depois que o Judiciário decidiu revogar o livramento condicional concedido ao ex-atleta.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio informou que Bruno é considerado foragido porque não houve, até o momento, registro de apresentação dele à Justiça no processo de execução penal. Desde a emissão do mandado, o ex-jogador também desativou ou excluiu seus perfis nas redes sociais, onde costumava fazer publicações frequentes.
Motivo da decisão
A ordem de prisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, que acolheu parcialmente um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. A decisão levou em conta o descumprimento de condições estabelecidas pela Justiça para a manutenção da liberdade condicional.
Entre os pontos citados está uma viagem ao Acre, onde Bruno participou de uma partida da Copa do Brasil, sem autorização judicial prévia. Na decisão, o magistrado apontou que a atitude demonstra “descaso no cumprimento do benefício concedido”.
Com isso, foi determinada a revogação do livramento condicional e a expedição de um mandado de prisão em regime semiaberto, com validade até 2042.
Outras irregularidades
O Ministério Público também apontou outros episódios considerados incompatíveis com as regras impostas pela Justiça. Entre eles, o descumprimento do recolhimento noturno, já que Bruno disputou uma partida de futebol à noite pelo Vasco da Gama do Acre.
Além disso, dias antes, o ex-goleiro havia publicado em suas redes sociais que esteve no Maracanã assistindo a uma partida do Flamengo.
Apesar de o Ministério Público defender o retorno do ex-atleta ao regime fechado, o juiz decidiu apenas revogar a liberdade condicional, sem determinar a mudança de regime.
Situação atual
Recentemente, Bruno havia anunciado que assinou com um time amador de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e afirmou que estaria “voltando para casa”. No entanto, no processo de execução penal, o endereço informado por ele continua sendo Cabo Frio, no litoral do Rio de Janeiro, onde morava com a esposa e as duas filhas.
Com a revogação do benefício, o ex-goleiro fica impedido de viajar para disputar partidas de futebol sem autorização da Justiça e passa a ter de cumprir novamente as determinações impostas no processo.
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