Um hospital de campanha entrou em operação nesta quarta-feira (4) em Ubá, na Zona da Mata mineira, como parte da resposta às fortes chuvas que atingiram o município nos últimos dias. A cidade confirmou sete mortes, uma pessoa desaparecida, mais de 4,8 mil desalojados e 27 desabrigados acolhidos em abrigo temporário.

De acordo com a Defesa Civil estadual, as ações de emergência ocorrem simultaneamente nas áreas urbana e rural, com reforço de maquinário pesado e envio de ajuda humanitária. Mais de 32 toneladas de donativos foram destinadas ao município, com o apoio de dezenas de parceiros. As equipes atuam na limpeza, no restabelecimento de serviços e no suporte técnico à administração local.
A estrutura provisória de saúde foi montada após a destruição da policlínica municipal e do Centro de Especialidades Odontológicas. Segundo o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, todos os medicamentos armazenados pela prefeitura foram perdidos na enchente, assim como as câmaras frias responsáveis pela conservação de vacinas.
Para restabelecer o atendimento, novos equipamentos de refrigeração foram instalados na sede da Secretaria Municipal de Saúde, que passa a abrigar temporariamente a farmácia municipal. Parte dos medicamentos já foi entregue, e o restante segue em transporte. A Secretaria de Estado de Saúde garantiu que não haverá desabastecimento.
Um plano de contingência foi criado para redistribuir os atendimentos das 18 especialidades que funcionavam na policlínica. Hospitais da cidade e unidades móveis do Sistema Único de Saúde (SUS) darão suporte à demanda.
Na área de infraestrutura, as quatro pontes destruídas serão reconstruídas com recursos do governo estadual. O levantamento técnico dos danos ainda está em andamento, e os valores das obras não foram divulgados. A prioridade, segundo o Estado, é restabelecer a mobilidade o mais rápido possível.
A prefeitura mantém uma força-tarefa de limpeza que funciona 24 horas por dia. Até o momento, cerca de 1.900 caminhões de resíduos foram retirados das ruas, com atuação de centenas de trabalhadores e mais de uma centena de veículos. O abastecimento de água já foi totalmente normalizado.
As famílias afetadas receberam aproximadamente 4,5 mil kits com produtos de limpeza, roupas e cestas básicas. Equipes da assistência social acompanham os desalojados e avaliam as condições das moradias atingidas.
O impacto econômico também está sendo analisado. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais anunciou duas linhas de crédito emergenciais: uma para municípios atingidos e outra voltada a micro e pequenas empresas.
As buscas pela pessoa desaparecida continuam com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, que utiliza drones, aeronaves e cães farejadores.
O prefeito José Damato classificou o episódio como a maior tragédia já registrada na história do município e afirmou que os trabalhos de recuperação seguem de forma ininterrupta para restabelecer a normalidade e garantir assistência à população.
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