A Polícia Civil de Minas Gerais determinou a transferência da delegada Wanessa Santana Martins Vieira após a abertura de uma sindicância administrativa relacionada ao uso irregular de uma viatura da corporação por parte do marido dela. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no último sábado (14).

Conforme o ato administrativo, a delegada foi removida da unidade onde atuava e passará a trabalhar na Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte. A medida foi tomada após decisão unânime do órgão especial do Conselho Superior da instituição.
Antes da mudança, Wanessa exercia funções em uma delegacia localizada em São José da Lapa, vinculada ao departamento de Vespasiano, na Região Metropolitana da capital mineira. Segundo a corporação, a transferência foi realizada por motivos relacionados à disciplina administrativa e ao interesse do serviço público.
Investigação começou após abordagem
A apuração interna teve início depois da prisão do advogado Renan Rachid Silva Vieira, de 38 anos, marido da delegada. Ele foi flagrado dirigindo uma viatura descaracterizada da Polícia Civil no dia 11, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
De acordo com informações da corporação, o veículo teria sido utilizado pelo advogado para deslocamento até o trabalho. Ele foi abordado durante uma blitz na faixa exclusiva para ônibus e veículos oficiais da Avenida Antônio Carlos, após denúncias anônimas encaminhadas à Corregedoria e à Ouvidoria do Estado.
No momento da abordagem, o motorista apresentou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Como não possuía vínculo com o serviço público, o carro foi apreendido e o advogado conduzido a uma delegacia para prestar esclarecimentos. O veículo foi encaminhado para análise na Diretoria de Transportes da Polícia Civil.
Apuração administrativa
Durante as investigações iniciais, foi constatado que a viatura estava sob responsabilidade da delegada. Enquanto o advogado era abordado na avenida, uma equipe da Corregedoria foi até a residência da policial para comunicar o ocorrido.
Segundo a Polícia Civil, tanto o advogado quanto a delegada foram conduzidos para prestar depoimento. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, enquanto ela foi levada à Casa de Custódia da instituição.
Os dois foram autuados pelo crime de peculato, que ocorre quando um servidor público, ou alguém com acesso ao bem, utiliza ou desvia recursos pertencentes à administração pública. A investigação administrativa e criminal segue em andamento.
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