O corpo do brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, será cremado nesta segunda-feira (9) em Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela mãe do jovem, que relatou que a liberação do corpo ocorreu após a conclusão da perícia, finalizada no último sábado (7).

Segundo ela, a família decidiu realizar uma cremação e uma despedida mais reservada em razão da gravidade dos ferimentos provocados pelos disparos feitos por policiais durante a ocorrência.
Familiares afirmam que Gustavo foi baleado sem motivo enquanto conversava com profissionais ligadas ao governo estadual para buscar apoio psicológico e psiquiátrico. A versão, no entanto, é contestada pelo Departamento de Polícia de Powder Springs, que sustenta que o brasileiro teria sacado uma arma durante a abordagem.
Natural de Belo Horizonte, Gustavo morava nos Estados Unidos há mais de duas décadas, na cidade de Acworth. Ele era estudante da Life University, na Geórgia. De acordo com a mãe, que preferiu não ter o nome divulgado, o filho era dedicado aos estudos e bastante engajado em causas sociais.
A mulher contou que Gustavo tinha cidadania norte-americana e vivia no país desde 1998. Ele estudava biologia e trabalhava na biblioteca da universidade como líder de ética. Segundo ela, o jovem também participava de movimentos ligados à defesa dos animais e à não violência. Ainda conforme a mãe, ele era vegano e contrário ao uso de armas.
A família afirma que ele não estava armado no momento da abordagem policial.
Investigação
A mãe do estudante, que estava com ele pouco antes da ocorrência, ainda não foi chamada para prestar depoimento. Os familiares aguardam a análise de imagens de câmeras de segurança da região e também pedem acesso às gravações das câmeras corporais utilizadas pelos policiais envolvidos na ação.
Um advogado passou a acompanhar o caso e presta assistência jurídica à família. A investigação está a cargo da Agência de Investigação da Geórgia.
Relembre o caso
De acordo com os familiares, Gustavo se encontrou na terça-feira (3) com a mãe e duas profissionais de saúde mental do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado em Powder Springs. O objetivo da reunião seria buscar ajuda para o estudante, que apresentava sinais de transtornos mentais.
Durante a conversa, ele teria se exaltado e falado em tom mais alto, mas, segundo a família, não agrediu ninguém. Em determinado momento, policiais chegaram ao local após receberem um chamado sobre uma pessoa em possível surto.
O Departamento de Polícia de Powder Springs informou que, ao chegarem à cena, os agentes se depararam com o homem armado e que ele teria sacado a arma durante a ocorrência relacionada à saúde mental. A mãe do estudante contesta essa versão e afirma que o filho não portava nenhum armamento.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso e mantém contato com os familiares do brasileiro.
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