Uma casa desabou na Avenida Cristiano Roças, na região central de Ubá, nesta terça-feira (24), após o forte temporal que atingiu a Zona da Mata mineira e deixou um cenário de destruição no município. O imóvel, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, era antigo e já apresentava risco iminente de colapso.
De acordo com os bombeiros, a corporação havia sido acionada por volta das 6h30 para avaliar as condições da residência. Naquele momento, havia alerta para a possibilidade de moradores ainda estarem no interior do imóvel. Horas depois, a estrutura veio abaixo. Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento exato do desabamento. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial de feridos.
Forte temporal provoca desabamento de casa no Centro de Ubá pic.twitter.com/RKVyxyVwOp
— Por Dentro de Minas (@pordentrodemg) February 24, 2026
Ainda na região central, na Rua Dona Maria, o nível da água subiu rapidamente e deixou pessoas ilhadas. Segundo os bombeiros, funcionários e idosos precisaram ser retirados às pressas. Em outra ocorrência registrada no município, houve relato de vazamento de gás, o que aumentou o risco para moradores da área.
Mortes e desaparecidos em Ubá
A Prefeitura de Ubá informou que ao menos seis pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingem a cidade desde a noite de segunda-feira (23). Duas pessoas permanecem desaparecidas. O número total de desabrigados e desalojados ainda não havia sido contabilizado até a última atualização.
Segundo a assessoria da prefeitura, uma das vítimas é um homem, com idade estimada entre 45 e 55 anos, que morreu após sofrer uma descarga elétrica ao entrar em contato com um fio energizado enquanto estava em área alagada. Não foram divulgados detalhes sobre as demais mortes.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil atuam no resgate de vítimas e no atendimento às ocorrências. Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública na manhã desta terça-feira (24).
Balanço parcial das ocorrências em Ubá
De acordo com informações oficiais da prefeitura, até o momento foram registrados:
- 6 mortes confirmadas e 2 pessoas desaparecidas;
- 18 ocorrências atendidas, incluindo salvamentos e resgates;
- Desabamento de três imóveis na Avenida Cristiano Roças e de uma residência na Rua da Harmonia;
- Três pontes totalmente danificadas: Ponte Major Siqueira (Avenida Cristiano Roças), Ponte da Rua dos Viajantes (Centro) e Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida (Bairro Industrial).
Em nota, a administração municipal informou que o volume de chuva chegou a 170 milímetros em cerca de 3h30, provocando “a maior inundação dos últimos anos”. Mediões realizadas na área central apontaram que o Rio Ubá atingiu 7,82 metros, causando alagamentos em extensa área urbana, com impacto em bairros, ruas, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais.
Serviços de saúde suspensos
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a inundação atingiu prédios públicos e comprometeu estruturas, o que levou à suspensão temporária dos atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Policlínica Regional e na Equipe de Atenção Primária (EAP) Central. O serviço de transporte assistencial também foi interrompido. Os atendimentos de hemodiálise seguem mantidos, dentro das condições possíveis.
Doações para as vítimas
A Prefeitura de Ubá, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, iniciou uma campanha de arrecadação de donativos para os atingidos pelas chuvas.
As doações de água potável, materiais de higiene e limpeza, alimentos não perecíveis e roupas podem ser entregues nos seguintes locais:
- Sede da Guarda Civil Municipal (GCM) – Rua Camilo dos Santos, nº 20, Centro;
- Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – Praça São Januário, nº 28, Centro;
- Câmara Municipal de Ubá – Rua Santa Cruz, nº 301, Centro.
- Fórum Cultural, na Praça São Januário.
Itens de higiene:
Sabonete, shampoo, condicionador, creme dental, escova de dente, papel higiênico, absorventes, fraldas infantis e geriátricas, álcool 70%, água sanitária, desinfetante, sabão em pó, detergente, toalhas e lenços umedecidos.
Alimentos e água:
Água mineral, alimentos não perecíveis, leite, biscoitos e enlatados.
Roupas:
Roupas adultas e infantis, agasalhos, cobertores e calçados.
Em nota oficial divulgada ainda durante a madrugada, a prefeitura afirmou que a situação é crítica em várias regiões da cidade e reforçou o pedido para que a população evite deslocamentos desnecessários. Em caso de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Situação crítica também em Juiz de Fora
As chuvas também provocaram estragos em Juiz de Fora, onde a Defesa Civil confirmou ao menos 14 mortes e cerca de 440 pessoas desabrigadas. Somente na segunda-feira (23), foram registradas 251 ocorrências, entre alagamentos, deslizamentos de terra e danos estruturais.
A cidade decretou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas da rede municipal. Em pronunciamento nas redes sociais, a prefeita Margarida Salomão informou que fevereiro já é o mês mais chuvoso da história do município, com acumulado de 584 milímetros.
“Isso nos trouxe uma série de transbordamentos, desde situações muito graves até ocorrências de soterramentos, que continuam aumentando. Temos cerca de 20 soterramentos, especialmente na região Sudeste da cidade”, afirmou.
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