Em entrevista exibida nesta quinta-feira (26) no programa Encontro, da TV Globo, Edna Almeida Silva relatou, emocionada, os momentos de terror vividos na madrugada de terça-feira (24). Ao lado do filho, ela contou que foi acordada por volta de 1h por um vizinho, que avisou que a água já invadia a rua. Cerca de meia hora depois, a situação saiu do controle.
“Eu só pedi a Deus para não me deixar morrer afogada e salvar meu filho e meu marido.” A frase é de Edna Silva, proprietária de um restaurante em Ubá, na Zona da Mata, que sobreviveu à enchente que deixou seis mortos no município. Ela passou mais de três horas agarrada a um poste para não ser levada pela correnteza.
Segundo ela, a residência onde morava com o companheiro e o filho foi rapidamente tomada pela água. Móveis e eletrodomésticos começaram a tombar, e a família não conseguiu sair porque a porta e o portão travaram com a força da enxurrada. Enquanto o marido tentava acionar o socorro, o nível da água subiu de forma repentina.
Edna conta que, por ser mais baixa, foi derrubada quando a água atingiu a altura do peito. Sem saber nadar, acabou submersa e foi arrastada dentro da própria casa. Em meio ao desespero, sentiu algo redondo e percebeu que se tratava de um poste, já do lado de fora. Ela conseguiu se agarrar à estrutura e, ainda debaixo d’água, foi escalando objetos presos ao poste para conseguir manter a cabeça fora da água.
Durante a espera por ajuda, viu pertences e seus animais de estimação sendo levados pela correnteza. O filho conseguiu se segurar em uma grade, o que lhe deu algum alívio momentâneo. O companheiro, Luciano, no entanto, foi arrastado pela água e, até o momento da entrevista, ainda não havia sido localizado.
Ela relatou que o nível da água continuou subindo e chegou à altura do pescoço, aumentando o medo de morrer afogada ou até mesmo eletrocutada. Em determinado momento, um vizinho conseguiu lançar uma corda até ela, o que ajudou a mantê-la firme até que o volume diminuísse, já nas primeiras horas da manhã. Edna sofreu hematomas, um ferimento na cabeça e dores pelo corpo, mas não teve lesões graves.
Quando a água baixou, por volta das 6h, ela conseguiu deixar o poste e foi acolhida por uma vizinha, que a ajudou a tomar banho e trocar de roupa. Ao olhar pela janela, viu que sua casa havia desabado. Mais tarde, ao ir até o restaurante, fonte de renda da família e de outras cinco pessoas, encontrou o imóvel completamente destruído.
Abalada, Edna afirmou que perdeu tudo, mas agradece por estar viva ao lado do filho. A cidade de Ubá foi uma das mais afetadas pelas chuvas que atingiram a Zona da Mata nos últimos dias.
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