A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, na noite de terça-feira (10), a segunda morte por dengue registrada no estado em 2026. O caso já havia sido apontado no painel de monitoramento das arboviroses do Governo Federal, mas ainda não constava no balanço divulgado pela pasta estadual horas antes.
A vítima era moradora da região do Triângulo Mineiro, porém o município não foi informado. Segundo a SES, detalhes sobre o perfil da pessoa ainda estão sendo levantados e não há confirmação sobre a data exata em que o óbito ocorreu. Em nota, a secretaria manifestou solidariedade aos familiares.
A primeira morte pela doença neste ano havia sido confirmada na semana passada. A vítima foi uma idosa de 93 anos, residente em Uberlândia, também no Triângulo Mineiro, que apresentava comorbidades.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, Minas Gerais já contabiliza 10.085 casos prováveis de dengue em 2026, considerando notificações ainda em análise. Desse total, 2.717 foram confirmados. O estado também investiga outras mortes suspeitas relacionadas à doença.
No ano passado, Minas foi um dos estados com maior número de registros no país. Segundo o Ministério da Saúde, foram contabilizadas 151 mortes e cerca de 167 mil casos prováveis, ficando atrás apenas de São Paulo em número de ocorrências.
Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti também transmite outras arboviroses, como chikungunya e zika. Em 2026, até o momento, não há registros de mortes por essas doenças no estado, mas o painel federal aponta 995 casos prováveis de chikungunya e nove de zika.
Para tentar reduzir o avanço das doenças, o Governo de Minas afirma ter antecipado ações de prevenção, incluindo o repasse de recursos aos municípios desde setembro de 2025. O investimento anual em vigilância e combate às arboviroses gira em torno de R$ 210 milhões, com iniciativas voltadas ao controle do mosquito, ampliação de exames e uso de tecnologias de monitoramento.
Na região do Triângulo Mineiro, também foram realizadas capacitações voltadas a profissionais de saúde para reforçar a identificação precoce dos sintomas e o manejo clínico dos pacientes. As atividades ocorreram em Uberlândia e seguem em Ituiutaba.
As autoridades reforçam que o período chuvoso aumenta o risco de proliferação do mosquito, que se reproduz em água parada, e pedem a colaboração da população na eliminação de possíveis criadouros.
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