Uma nova tempestade voltou a atingir Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na noite desta quarta-feira (25), provocando novos alagamentos e agravando a situação da cidade, que ainda se recupera dos estragos causados pelo temporal entre segunda (23) e terça-feira (24).
Um dos pontos afetados foi o subsolo do Hospital de Pronto-Socorro (HPS), no bairro Bom Pastor, que ficou tomado pela água. O volume alagou corredores e chegou à altura das cadeiras da área de espera, além de atingir setores administrativos, como refeitório e almoxarifado. Segundo a administração municipal, os funcionários que trabalhavam no local foram retirados a tempo e não houve prejuízo estrutural nem interrupção dos atendimentos médicos.
Em diferentes regiões do município, ruas e avenidas ficaram intransitáveis. Foram registrados alagamentos no Largo do Riachuelo e na Rua Marechal Deodoro, no Centro; na Avenida JK, na entrada do bairro Cidade do Sol; na Rua Água Limpa, no Santa Luzia; na Rua Octavio Malvaccini, na Zona Oeste; na Rua Benjamin Guimarães, no Democrata; na Avenida Rio Branco, na altura do Bom Pastor; e na Avenida Brasil, no bairro Mariano Procópio.
A Ponte Vermelha, que cruza o Rio Paraibuna, foi interditada preventivamente após a elevação do nível do rio, que chegou a quatro metros, índice considerado crítico pela prefeitura. O Executivo também orientou a população a evitar vias que margeiam o curso d’água.
Entre 16h e 22h, foram registrados 106,7 milímetros de chuva na cidade. Em bairros como Cidade Universitária e Graminha, os acumulados ultrapassaram 90 milímetros em poucas horas. Para comparação, a média histórica de todo o mês de fevereiro no município é de 170,3 mm.
A cidade permanece em alerta para novas tempestades ao menos até sexta-feira (27). De acordo com levantamento da prefeitura, cerca de 130 mil pessoas, o equivalente a aproximadamente 25% da população estimada em 540.756 habitantes pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, vivem em áreas classificadas como de risco para deslizamentos e inundações.
O impacto das chuvas na região é grave. Segundo balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, ao menos 48 mortes foram confirmadas na Zona da Mata, sendo 42 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ainda há 17 pessoas desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá.
Durante coletiva, o Corpo de Bombeiros reforçou o pedido para que moradores não retornem a imóveis localizados em áreas já evacuadas. As autoridades seguem monitorando as regiões mais vulneráveis e mantêm equipes mobilizadas para atendimento de ocorrências relacionadas às chuvas.
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