A delegada Ana Paula Lamego Balbino, casada com Renê da Silva Nogueira Junior, voltou a ser afastada das funções na Policia Civil de Minas Gerais por motivo de saúde. Ela está fora do trabalho desde 13 de agosto do ano passado, dois dias após o assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido na Região Oeste de Belo Horizonte.

De acordo com a corporação, o novo atestado foi concedido em 9 de fevereiro e tem validade de 60 dias. A licença, segundo informado, atende às previsões legais para tratamento de saúde e deverá ser formalizada em publicação no Diário Oficial do Estado.
Dados do Portal da Transparência de Minas Gerais indicam que, entre agosto e dezembro de 2025, a delegada recebeu cerca de R$ 96,4 mil líquidos em remuneração. A defesa dela foi procurada, mas não se manifestou.
Recurso do Ministério Público
Paralelamente ao afastamento, o Ministério Público apresentou recurso no processo que apura a morte do gari. Quando foi pronunciado pela Justiça, etapa em que se decide que o réu irá a julgamento pelo Tribunal do Júri, Renê Júnior passou a responder por homicídio duplamente qualificado.
O MP, no entanto, quer incluir mais uma qualificadora, sustentando que o crime também expôs outras pessoas a risco, já que o disparo ocorreu em via pública.
O crime
O homicídio aconteceu na manhã de 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, na Região Oeste da capital. Segundo as investigações, uma discussão no trânsito teve início quando um caminhão de coleta de lixo estava parado na via e um carro se aproximou no sentido contrário.
O motorista do automóvel teria sacado uma arma durante o desentendimento e, em seguida, efetuado um disparo que atingiu Laudemir, que trabalhava na coleta. Baleado na região do tórax, ele foi socorrido ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu.
Após o tiro, o suspeito deixou o local e foi encontrado horas depois pela polícia em uma academia no bairro Estoril. Ele foi preso sem resistência. Testemunhas relataram que, antes de cair, a vítima ainda teria dito que havia sido atingida.
A vítima
Laudemir de Souza Fernandes tinha 44 anos e trabalhava como gari na empresa Localix Serviços Ambientais. Familiares e colegas o descrevem como um profissional dedicado e tranquilo. Ele deixou esposa, uma filha adolescente e enteadas.
A empresa informou, na época, que o trabalhador teria tentado acalmar a situação durante a discussão e manifestou apoio à família, afirmando que acompanharia o andamento do caso na Justiça.
Perfil do réu
Renê da Silva Nogueira Júnior confessou o disparo que matou o gari. Com carreira no setor de alimentos e bebidas, ele ocupou cargos de liderança em empresas como Coca-Cola, Ambev, Red Bull e Vigor.
Ele também registra passagens acadêmicas por instituições como a Pontificia Universidade Catolica do Rio de Janeiro e a Fundacao Getulio Vargas, entre outras.
Após a prisão, a empresa em que havia iniciado atividades recentemente divulgou nota repudiando o episódio e prestando solidariedade à família da vítima. O caso segue em tramitação e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri.
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