Credenciais de ambulantes do Carnaval 2026 de Belo Horizonte estão sendo comercializadas ilegalmente nas redes sociais. O documento, que é gratuito, pessoal e intransferível, está sendo anunciado por valores que variam entre R$ 300 e R$ 799. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) alerta que a prática é irregular e pode configurar golpe.

Segundo o município, a credencial só é válida para o cidadão que realizou o cadastro oficial e não pode ser vendida ou transferida. Quem adquirir ou utilizar o documento de forma irregular pode ser impedido de trabalhar durante o Carnaval e sofrer outras sanções previstas em lei. A orientação é que a população não negocie esse tipo de anúncio e denuncie as ofertas aos órgãos competentes.
Neste ano, 11.528 ambulantes foram credenciados para atuar durante o período oficial do Carnaval de Belo Horizonte, número que representa um aumento de aproximadamente 12% em relação a 2025, quando 10.287 profissionais receberam autorização. O prazo para retirada das credenciais terminou no último sábado (31).
De acordo com a prefeitura, o processo de cadastramento foi realizado de forma on-line, em parceria com associações representativas da categoria, e ocorreu de maneira tranquila desde a inscrição até a entrega dos documentos. A PBH afirma que o objetivo foi aprimorar o planejamento e garantir uma organização mais eficiente da festa.
Regras para atuação
A credencial permite a atuação exclusivamente durante os desfiles dos blocos de rua, entre os dias 31 de janeiro e 22 de fevereiro, período oficial do Carnaval na capital. Para trabalhar, os ambulantes devem seguir as normas estabelecidas em edital.
Entre as regras estão a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, a vedação da comercialização de alimentos, bebidas fracionadas ou acondicionadas em recipientes de vidro e a obrigatoriedade de deixar a área de dispersão após o fim dos desfiles. Também é proibida a atuação em eventos privados, mesmo que ocorram em vias públicas.
Perfil dos ambulantes
Levantamento realizado pela Belotur, por meio do Observatório do Turismo de Belo Horizonte, traçou o perfil dos profissionais interessados em trabalhar no Carnaval 2026. A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 19 de janeiro, com a participação de cerca de 3.326 ambulantes.
Os dados apontam que 26% dos entrevistados vão atuar pela primeira vez na folia. Em média, os profissionais estimam investir R$ 2,7 mil e projetam um faturamento de R$ 7,5 mil, com lucro aproximado de R$ 4,8 mil. O estudo também revelou que 17,1% dos cadastrados estão desempregados, o que reforça a importância econômica do Carnaval para a categoria.
A prefeitura reforça que a única forma legal de atuar como ambulante no Carnaval de Belo Horizonte é por meio do credenciamento oficial e orienta que denúncias sobre a venda irregular de credenciais sejam feitas aos canais oficiais do município.
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