A Polícia Civil de Goiás divulgou, nesta quinta-feira (19), imagens gravadas pela própria corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, pouco antes de ser morta no condomínio onde morava, em Caldas Novas. A vítima ficou desaparecida por cerca de 45 dias até que o corpo fosse localizado em uma área de mata.

No vídeo, Daiane registra o momento em que desce ao subsolo do prédio para verificar o quadro de energia do apartamento. Ela afirma que havia ficado sem luz e suspeitava que o disjuntor tivesse sido desligado. Ao chegar ao local, comenta que o síndico estava no subsolo. Segundos depois, é surpreendida e atacada. O celular cai no chão e as imagens são interrompidas.
Segundo as investigações, a corretora foi morta com dois tiros na cabeça. O delegado responsável pelo caso afirmou que a perícia descartou a versão apresentada pelo síndico, que alegava disparo acidental. De acordo com a apuração, o crime não ocorreu no subsolo, já que testes indicaram que tiros no local seriam ouvidos na portaria, o que não foi relatado por funcionários.
O principal suspeito é o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, preso temporariamente no fim de janeiro. Ele confessou o homicídio e indicou o local onde ocultou o corpo, às margens da rodovia GO-213, em uma área de vegetação fechada. A polícia precisou do apoio aéreo para as buscas.
As investigações apontam que o crime teria sido premeditado. Conforme a polícia, o síndico teria desligado a energia do apartamento para atrair a vítima ao subsolo, onde a aguardava. A análise das câmeras mostrou que não houve entrada de pessoas estranhas no prédio e que a ação ocorreu em um curto intervalo de tempo, sem testemunhas.
O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. Exames confirmaram a presença de projétil no crânio da vítima. A arma utilizada ainda não foi localizada.
O filho do síndico, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso, suspeito de ajudar a ocultar provas. Ambos passaram por audiência de custódia e permanecem detidos. As defesas informaram que os investigados colaboram com as autoridades e negam participação além do que foi declarado.
Daiane era natural de Uberlândia e administrava apartamentos no condomínio. Segundo familiares, ela mantinha desentendimentos anteriores com o síndico relacionados à gestão das unidades. O caso segue sob investigação.
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