Após sete anos de trabalho ininterrupto, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encerrou oficialmente, neste domingo (25), as buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, ocorrido em janeiro de 2019. A operação durou 2.558 dias e é considerada a mais longa já realizada pela corporação no estado.
Apesar da conclusão das buscas ativas, dois desaparecidos seguem não localizados: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo.
Ao longo de todo o período, mais de 5 mil bombeiros participaram da operação, que analisou 100% dos cerca de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos liberados pela barragem. A vistoria integral da área atingida foi finalizada em 23 de dezembro de 2025.
A força-tarefa envolveu uma estrutura inédita, com o emprego de 31 aeronaves, que somaram mais de 1.600 horas de voo, além de 68 cães farejadores, 120 máquinas pesadas e apoio de corporações de outros estados. A lama percorreu aproximadamente 290 hectares, atingindo instalações da mineradora, propriedades rurais, áreas de cultivo e o Rio Paraopeba.
As estratégias de busca evoluíram ao longo dos anos. Inicialmente, o foco foi o resgate de sobreviventes. Com o passar do tempo, as equipes passaram a atuar em estações de peneiramento, processo minucioso utilizado para separar rejeitos de possíveis fragmentos humanos e objetos pessoais.
Embora as buscas de campo tenham sido encerradas, os trabalhos de identificação continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que ainda analisa segmentos humanos encontrados e não identificados. A última vítima localizada e identificada foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos, em fevereiro de 2025. Ao todo, 268 corpos foram recuperados.
Os equipamentos utilizados na operação devem ser retirados da área até a primeira quinzena de fevereiro.
Vítimas ainda desaparecidas
A tragédia deixou 270 mortos, número que sobe para 272, se consideradas as vítimas que estavam grávidas.
Tiago Tadeu Mendes da Silva, engenheiro mecânico recém-formado, havia sido transferido para a mina de Brumadinho cerca de 20 dias antes do rompimento. Ele deixou a esposa e dois filhos, sendo o caçula com apenas oito meses de idade à época.
Já Nathália de Oliveira Porto Araújo, de 25 anos, era estagiária da Vale havia quatro meses. Ela estava no horário de almoço e conversava com o marido por telefone quando percebeu a aproximação da lama. Segundo relatos, disse: “Deus, me dá o livramento”. Nathália deixou dois filhos, de 3 e 4 anos.
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