A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, confirmou nesta quarta-feira (28) um novo episódio de contaminação do rio Maranhão, afluente do rio Paraopeba, provocado por áreas de mineração no município. Trata-se do terceiro registro do tipo em menos de uma semana.

Desta vez, a ocorrência foi identificada em uma área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no dique de Fraile, localizado na Mina Casa de Pedra, que passa por obras emergenciais. O volume de material que atingiu o rio não foi informado. A mineradora afirma que não houve vazamento de lama, mas sim o carreamento de sedimentos provocado por enxurradas em estradas internas da empresa.
Assim como nos dois episódios anteriores, registrados em minas da Vale, o caso ocorreu durante as fortes chuvas do último fim de semana. A situação, no entanto, só foi constatada após uma vistoria realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, na terça-feira (27).
Em nota, a prefeitura informou que não foram identificados danos estruturais no dique da mineradora, mas foi constatado o “carreamento de resíduos da atividade minerária” para cursos d’água da região. Segundo o município, os impactos ambientais foram classificados como de natureza moderada.
“Ainda que nenhuma estrutura tenha se rompido, as vistorias identificaram falhas nos sistemas de drenagem e danos ambientais decorrentes do carreamento de resíduos minerários que atingiram corpos d’água. Diante disso, o município adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a lavratura de autos de infração contra o empreendimento”, informou a administração municipal.
De acordo com a prefeitura, as enxurradas tiveram origem em deficiências na drenagem das vias da CSN, fazendo com que grande volume de lama fosse direcionado ao dique de Fraile. O material também atingiu a cachoeira de Santo Antônio, localizada no Parque da Cachoeira.
“No dique de Fraile, na região do bairro Plataforma, foi identificado carreamento significativo de resíduos, o que motivou a exigência de adequações estruturais para que a estrutura suporte adequadamente o elevado volume de material proveniente de diferentes direções, evitando riscos de extravasamento”, destacou o município.
Denúncia antecedeu o episódio
Dias antes da confirmação do incidente, o problema já havia sido denunciado à prefeitura. Na última sexta-feira (23), o diretor da Unaccon, Sandoval Pinto, encaminhou um documento alertando sobre enxurradas na área da CSN.
“Carreamento de sólidos em grande volume para curso d’água que cruza a ferrovia, com nascente em áreas da CSN Mineração que estão sendo decapeadas”, descreve a denúncia.
Segundo Sandoval, moradores do bairro Plataforma enviaram vídeos que mostravam uma lama espessa escoando em direção ao rio Maranhão.
“As imagens indicavam claramente que o material era proveniente do desmatamento realizado pela CSN para a implantação da pilha de Fraile”, afirmou.
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