A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou o acidente de trânsito que resultou na morte da estudante de jornalismo Brunna Ribeiro de Castro Rosas, de 22 anos, e indiciou o motorista Gabriel de Faria Oliveira, de 26, por homicídio culposo no trânsito e lesão corporal culposa, ambos qualificados pelo consumo de álcool.
O caso ocorreu na noite de 7 de setembro de 2025, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O veículo conduzido por Gabriel colidiu violentamente contra um poste de sinalização e, em seguida, pegou fogo. Brunna morreu ainda no local, enquanto o motorista e um terceiro ocupante ficaram feridos.
A conclusão do inquérito foi divulgada nesta sexta-feira (9). Segundo a Polícia Civil, o procedimento foi finalizado em 16 de dezembro de 2025 e encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público de Minas Gerais agora irá analisar o material para decidir se oferece denúncia. Caso a acusação seja aceita, o motorista passará à condição de réu.
Dinâmica do acidente
De acordo com as investigações, o carro trafegava em alta velocidade quando atingiu o poste. Além de Brunna e do condutor, também estava no veículo Gustavo Lucas Pereira de Assis, de 36 anos, amigo do casal. Ele conseguiu sair consciente do automóvel e sofreu apenas queimaduras leves.
Brunna, que era estudante da PUC Minas e estagiária da equipe de jornalismo da TV Record, morreu após sofrer queimaduras e uma descarga elétrica provocada por fios energizados do poste atingido. Testemunhas relataram que o grupo havia participado de uma confraternização pouco antes do acidente.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuaram no resgate, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da colisão.
Indiciamento
Em nota, a Polícia Civil informou que Gabriel foi indiciado com base nos artigos 302, parágrafo 3º, e 303, parágrafo 2º, do Código de Trânsito Brasileiro, que tratam de homicídio e lesão corporal culposos qualificados pelo uso de álcool ao volante.
O motorista permaneceu internado por quase dois meses após o acidente. Ele passou por cirurgias, incluindo amputações de partes das pernas, além de procedimentos para tratar queimaduras no couro cabeludo e em outras regiões do corpo. Durante 23 dias, o estado de saúde dele foi considerado gravíssimo.
Vaquinha
Após receber alta médica, Gabriel iniciou uma campanha de arrecadação para custear a compra de próteses, adaptações na residência, aquisição de veículo adaptado e a continuidade dos estudos. A vaquinha também prevê despesas com reabilitação e outras necessidades decorrentes do acidente.
As investigações sobre o caso foram encerradas pela Polícia Civil, e a responsabilização criminal do motorista dependerá agora da manifestação do Ministério Público.
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