O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, acusado de assassinar a bibliotecária mineira Bruna Fonseca, de 28, está sendo julgado desde a última quarta-feira (14) no Tribunal Penal Central de Cork, na Irlanda. Nesta quinta-feira (15), o julgamento avançou com depoimentos que detalharam os últimos momentos da jovem ainda com vida.

Bruna era natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e foi morta na virada do ano de 2022 para 2023. O corpo dela foi encontrado no apartamento onde morava, no dia 1º de janeiro. O caso ganhou grande repercussão tanto no Brasil quanto na Irlanda.
De acordo com o jornal Irish Examiner, que acompanha o processo, uma das testemunhas afirmou que Pacheco teria confessado o crime a um amigo no Brasil. Segundo o relato, além de enviar um vídeo do corpo de Bruna, o acusado teria admitido explicitamente que a matou.
Depoimentos no tribunal
Durante a audiência, Maria Fonseca, sobrinha da vítima, contou que estava com Bruna em uma festa de Réveillon na noite do crime. Segundo ela, o ex-namorado tentou se aproximar da jovem repetidas vezes. “Ele tentava falar com a Bruna e nos seguia o tempo todo. Estávamos tentando nos afastar dele”, relatou à Justiça.
Ainda conforme o depoimento, o acusado chegou a gravar um vídeo de Bruna dançando com outro homem durante a festa, o que teria aumentado o clima de tensão.
Outra testemunha, Marcella Fonseca, prima e melhor amiga da vítima, afirmou que Pacheco inicialmente negou o crime, mas depois confessou.
“Eu a estrangulei”, teria dito o acusado, segundo ela. A testemunha relatou ainda que ele teria demonstrado frieza durante a confissão, chegando a sorrir.
Defesa contesta versão das testemunhas
A defesa de Miller Pacheco, representada pelo advogado Ray Boland, contestou parte dos relatos apresentados. Segundo o defensor, houve um erro de tradução durante a confissão atribuída ao réu. De acordo com a versão da defesa, Pacheco teria usado o termo “sufocar”, e não “estrangular”.
“A frase correta seria ‘acho que sufoquei Bruna’”, argumentou o advogado, acrescentando que o comportamento descrito como um sorriso seria, na verdade, uma reação de choque emocional.
Relacionamento e contexto
Ainda segundo informações do Irish Examiner, familiares relataram que o relacionamento entre Bruna e Miller começou no Brasil, mas terminou pouco depois da chegada dele à Irlanda. Izabel Fonseca, irmã da vítima, contou que Bruna se mudou para o país europeu para realizar um sonho pessoal, enquanto o então namorado não demonstrava interesse em viver fora do Brasil.
Mesmo assim, Miller teria decidido viajar para a Irlanda pouco tempo depois, mas o relacionamento já estava encerrado. Cerca de uma semana após a chegada dele ao país, Bruna foi morta.
As testemunhas afirmaram que a jovem não demonstrava medo de ser agredida pelo ex-namorado, mas estava preocupada com o estado emocional dele após o término. A sobrinha relatou que, na noite de 31 de dezembro de 2022, Bruna ficou abalada ao encontrar uma faca na bolsa de Miller.
“Ela estava chorando porque tinha achado a faca e estava com medo de que ele pudesse se machucar”, disse a testemunha, segundo o jornal irlandês.
O julgamento segue em andamento no Tribunal Penal Central de Cork.
GRUPO COM NOTÍCIAS DO POR DENTRO DE MINAS NO WHATSAPP
Gostaria de receber notícias como essa e o melhor do Por Dentro de Minas no conforto por WhatsApp. Entre em grupos de últimas notícias, informações do trânsito da BR-381, BR-040, BR-262, Anel Rodoviário e esportes.
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Acompanhe o Por Dentro de Minas no YouTube
Assista aos melhores vídeos com as últimas notícias de Belo Horizonte e Minas Gerais. Informações em tempo real.







