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Uma jovem de 19 anos, irmã de Welbert de Souza Fagundes, condenado pelo assassinato do sargento da Polícia Militar Roger Dias, foi presa na noite dessa segunda-feira (5) em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela é suspeita de tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher já vinha sendo monitorada após denúncias de moradores do bairro Eldorado. Durante a ação policial, os militares localizaram 128 pedras de crack, além de R$ 296 em dinheiro, distribuídos em várias notas, o que, segundo a corporação, indica a prática de comércio de entorpecentes. Dois celulares também foram apreendidos.
Ainda conforme a PM, um usuário de drogas foi abordado e conduzido à delegacia. Ele relatou que estava no local para comprar um pino de cocaína por R$ 20. O homem tentou fugir ao perceber a aproximação dos militares, mas foi perseguido e detido. Com ele, foi encontrado um pino da substância. O suspeito afirmou ser usuário há cerca de oito anos.
Durante a ocorrência, a jovem tentou correr para dentro de um barracão, mas foi contida. Como nada de ilícito foi encontrado inicialmente com ela, o Batalhão de Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) foi acionado. Após buscas com cães farejadores, os entorpecentes e o dinheiro foram encontrados sobre o telhado de uma das edificações.
Segundo a PM, a suspeita já foi citada em outras ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas, incluindo assistência e suspeita de envolvimento com a atividade criminosa. Ela e o usuário detido foram encaminhados à delegacia, juntamente com o material apreendido.
Caso Roger Dias
Welbert de Souza Fagundes segue preso na Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, conforme informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Ele foi transferido para a unidade em 21 de maio de 2025.
O sargento Roger Dias, de 29 anos, foi baleado à queima-roupa na noite de 5 de janeiro de 2024, durante uma perseguição policial no bairro Novo Aarão Reis, região Norte de Belo Horizonte. O militar chegou a ser socorrido, mas teve morte cerebral confirmada dois dias depois.
Segundo o Ministério Público, antes do crime, Welbert e outro suspeito haviam roubado um veículo e fugiam da polícia. Após a perseguição e a colisão do carro em um poste, os dois tentaram escapar a pé. Pouco depois, Roger Dias localizou Welbert, que, conforme a acusação, sacou uma arma escondida e efetuou os disparos que atingiram o policial na cabeça.
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