Diego Felipe de Jesus, conhecido como “Feijão”, de 36 anos, integrante da torcida organizada Galoucura, foi preso na tarde desta terça-feira (13), no bairro Universitário, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ele possuía um mandado de prisão em aberto e havia sido condenado a 11 anos de reclusão em regime fechado por tentativa de homicídio, além dos crimes de promoção de tumulto e incitação à violência.

De acordo com a Polícia Militar, os militares receberam informações de que o condenado estaria circulando pela região. Após diligências, a guarnição conseguiu localizá-lo e cumprir a ordem judicial. Em seguida, Diego foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.
A condenação é resultado de um episódio ocorrido em 4 de março de 2018, horas antes de um clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, válido pelo Campeonato Mineiro. Na ocasião, um confronto envolvendo cerca de 18 torcedores rivais deixou Cloves Schuartz Henrique de Souza Neves, então com 30 anos, gravemente ferido.
O torcedor do Cruzeiro foi atacado com pauladas, chutes e socos em um trecho entre a Avenida Amazonas e a Rua Cura D’Ars, no bairro Prado, região Oeste da capital. Ele foi encontrado inconsciente e socorrido para o Hospital João XXIII, onde recebeu atendimento médico.
Depoimentos no julgamento
Durante o julgamento, realizado em 9 de junho do ano do crime, os réus prestaram depoimento à Justiça. Um deles afirmou ter desferido apenas um golpe contra a vítima antes de deixar o local. Outro admitiu participação nas agressões, reconhecendo que aparece nas imagens e que deu chutes, mas alegou ter reagido após provocações da torcida rival.
Um terceiro acusado declarou que estava em um ponto de ônibus quando foi abordado por policiais militares e que, posteriormente, teria sido provocado por integrantes da torcida adversária. Ele afirmou ter ouvido pedidos de socorro e, ao ver a vítima caída no chão, acreditou que ela estivesse morta, negando a intenção de agravar os ferimentos.
Ao longo do processo, dez testemunhas foram ouvidas. Outras sete foram dispensadas pela Justiça.
Outros desdobramentos
Em janeiro de 2023, outro integrante da Galoucura, Renato Concórdia da Silva, deixou a prisão após a Justiça reclassificar sua conduta para lesão corporal, considerando a pena já cumprida. No mesmo período, Alan Setti também obteve liberdade após cumprir pena pelos crimes de lesão corporal, promoção de tumulto e incitação à violência.
O quinto denunciado no processo, Daniel Tavares de Sousa, ainda será julgado.
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