Um homem de 52 anos foi preso em flagrante na noite dessa segunda-feira (12), suspeito de matar a própria esposa, de 43 anos, dentro da casa onde o casal morava, no bairro Jardim Inconfidentes, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. O caso foi registrado como feminicídio.

A vítima, identificada como Renata Cardoso de Oliveira, foi encontrada sem vida no quarto do casal, com um corte profundo no pescoço. A Polícia Militar foi acionada no início da noite após familiares localizarem o corpo.
Segundo a PM, o marido tentou simular um latrocínio, roubo seguido de morte, ao relatar que a motocicleta da esposa, uma Honda Biz branca, teria sido levada por um suposto invasor. Durante as diligências, no entanto, os militares encontraram o veículo escondido em um matagal a cerca de 200 metros da residência.
Testemunhas relataram aos policiais que viram o suspeito sair de casa com a motocicleta por volta do meio-dia e retornar a pé, sem o veículo. Confrontado, ele alegou que apenas utilizou a moto para comprar uma peça e a devolveu à garagem, versão que não se sustentou diante das evidências.
De acordo com a perícia, a morte ocorreu entre 17h e 19h, período em que apenas o marido estava na residência. O boletim de ocorrência aponta que o casal vivia um relacionamento conturbado, com conflitos recentes relacionados a uma herança recebida pela vítima. Apesar disso, não havia registros anteriores de violência doméstica.
Em depoimento, o suspeito afirmou que chegou em casa no fim da tarde e estranhou o fato de a porta e a janela do quarto estarem fechadas, o que, segundo ele, não fazia parte da rotina da esposa, que trabalhava em home office. Ele disse ter pensado que Renata havia saído, já que a motocicleta não estava na garagem, e relatou ter procurado familiares antes de arrombar o quarto com a ajuda do cunhado.
A versão apresentada pelo marido, no entanto, divergiu dos relatos de familiares e testemunhas. A mãe da vítima informou que manteve contato com a filha até o horário do almoço e que, a partir desse momento, não conseguiu mais falar com ela. A cuidadora de Renata contou à polícia que deixou a casa ao meio-dia e viu o suspeito sair com a motocicleta da vítima, retornando a pé pouco tempo depois.
O cunhado do suspeito relatou que, ao chegar do trabalho, encontrou o homem nervoso e tentando abrir a janela do quarto. Juntos, eles conseguiram visualizar o corpo de Renata caído ao lado da cama e, em seguida, arrombaram a porta, já trancada, encontrando a vítima morta.
Diante das contradições nas versões, do horário estimado da morte e da tentativa de ocultar a motocicleta, a Polícia Militar deu voz de prisão ao suspeito. Ele chegou a ser atendido em uma unidade de saúde por um ferimento no joelho, foi liberado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça. O celular da vítima não foi localizado.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
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