A paralisação dos garis de Belo Horizonte entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (21) e já provoca a suspensão da coleta de lixo em ao menos três regionais da capital: Noroeste, Leste e Nordeste. A greve atinge trabalhadores contratados pela empresa Sistemma Serviços Urbanos, responsável por parte da limpeza urbana do município.
Logo nas primeiras horas da manhã, ruas do bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste, apresentavam grande acúmulo de resíduos. Na Rua Padre Eustáquio e em vias próximas, como Pará de Minas e Itajubá, sacos de lixo estavam espalhados pelas calçadas, próximos a residências e estabelecimentos comerciais. O cenário se repetia em outros bairros, como João Pinheiro, Coração Eucarístico, Dona Clara, São Gabriel, São Geraldo e Magnólia.
Diante da falta de coleta, moradores relataram que passaram a manter o lixo dentro de casa, reforçando o acondicionamento para tentar conter o odor. Mesmo assim, o mau cheiro já é perceptível, especialmente nas primeiras horas do dia. Em alguns pontos, o volume de resíduos ocupa toda a calçada, obrigando pedestres a caminhar pela rua, o que aumenta o risco de acidentes. Há ainda relatos de sacos rasgados por catadores, o que agrava a sujeira.
Segundo o sindicato da categoria, cerca de 300 trabalhadores aderiram à paralisação, de um total aproximado de 500 funcionários da Sistemma. Os garis reivindicam melhores condições de trabalho, como caminhões em bom estado de conservação, equipes completas nas rotas, mais segurança durante a coleta e o fim da sobrecarga de serviço. A categoria também cobra regularização do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), oferta de plano de saúde e contratação de novos profissionais.
Para tentar resolver o impasse, uma reunião foi marcada para a manhã desta quarta-feira, na sede da Sistemma Serviços Urbanos, no bairro São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O encontro deve reunir representantes do Sindicato dos Empregados de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Belo Horizonte (Sindeac), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), da empresa e do Ministério Público do Trabalho, com mediação da Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRT-MG). A expectativa é que as negociações avancem para encerrar a greve.
Enquanto isso, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que iniciou, na terça-feira (20), um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação. Ao todo, foram mobilizados 308 garis e 47 caminhões, sendo 38 basculantes e nove compactadores, para atuar nas áreas mais afetadas. Apesar da medida, bairros como João Pinheiro e Nazaré ainda registravam acúmulo de lixo que deveria ter sido recolhido desde a última segunda-feira (19).
De acordo com representantes do movimento grevista, aproximadamente 1,6 mil toneladas de lixo já se acumulavam nas ruas da capital em decorrência da paralisação. A prefeitura, por sua vez, estima que cerca de 602,75 toneladas de resíduos deixaram de ser recolhidas apenas na segunda-feira.
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