Um dos pratos mais emblemáticos da culinária mineira, o feijão tropeiro, conquistou destaque internacional ao ser incluído em um ranking mundial de gastronomia. A receita apareceu na 5ª colocação da lista de melhores pratos da categoria “pratos vegetais”, elaborada pela plataforma internacional TasteAtlas, que reúne avaliações de usuários e especialistas.

O reconhecimento se soma a outra recente valorização da cozinha mineira no cenário internacional. No fim de dezembro, Minas Gerais foi citada pela revista Condé Nast Traveler como um dos destinos gastronômicos de 2026, reforçando a projeção global da culinária do estado.
A TasteAtlas funciona como um atlas gastronômico colaborativo, reunindo informações sobre pratos típicos, ingredientes, bebidas e restaurantes tradicionais de diversos países, além de publicar rankings baseados em avaliações do público e de convidados especializados.
Com nota 4,29, o feijão tropeiro é descrito pela plataforma como um prato tradicional de Minas Gerais, originalmente preparado pelos tropeiros durante longas viagens. A receita leva feijão cozido, farinha de mandioca, temperos, ervas e vegetais, além de variações que incluem diferentes tipos de carne.
Apesar de conter carnes em muitas versões, o prato foi enquadrado na categoria “vegetais” por conta da predominância de ingredientes como alho, cebola, couve e cheiro-verde, além das adaptações regionais existentes atualmente.
Ranking internacional
No levantamento da TasteAtlas, o feijão tropeiro aparece ao lado de receitas tradicionais de países como Itália, Portugal e Índia. Confira a lista:
- Parmigiana alla napoletana (Itália)
- Sopa de pedra (Portugal)
- Malai kofta (Índia)
- Parmigiana (Itália)
- Feijão tropeiro (Brasil)
Origem e tradição
A origem do feijão tropeiro remonta ao período colonial brasileiro. O prato era preparado por tropeiro, viajantes responsáveis pelo transporte de mercadorias e animais entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, por ser nutritivo, prático e feito com ingredientes de fácil conservação.
Com o passar do tempo, a receita se transformou e ganhou características regionais. Em Minas Gerais, tornou-se um símbolo da cozinha local, incorporando carnes variadas, ovos, legumes e verduras, como couve e cebolinha, além do tradicional torresmo, que se tornou um dos elementos mais marcantes do prato.
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